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Base militar na pequena cidade de Nyonoska na região de Arkhangelsk, na Rússia
Imagem: AFP

A explosão de um motor de foguete russo na semana passada causou um estrago ainda maior do que as cinco mortes confirmadas até agora. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o acidente fez com que as cidades vizinhas sofressem com aumento brusco de radiação — os níveis ficaram 20 vezes acima da média na primeira meia hora após a explosão.

A explosão aconteceu na última quinta-feira (8), em uma estação de testes na região de Arkhangelsk, na Rússia.

David Cullen, diretor do Serviço de Informação Nuclear no Reino Unido, informou hoje que especialistas acreditam que o acidente pode ter sido causada pelo fracasso de um míssil de cruzeiro experimental conhecido na Rússia como o 9M730 Burevestnik.

Há divergências, no entanto, sobre qual atividade os cientistas estavam exercendo na estação de testes no momento do acidente: o Ministério da Defesa da Rússia disse à imprensa britânica que tratava-se do teste de um motor de foguete; enquanto a agência nuclear do país, a Rosatom, informou que seus funcionários foram mortos enquanto testavam fonte de isótopos em um sistema de propulsão líquida.

“Nossa suspeita é de que algo deu errado durante ou depois de um teste russo de seu míssil de cruzeiro movido a energia nuclear”, escreveu Jeffrey Lewis, especialista em controle de armas dos EUA no Middlebury Institute of International Studies.
O míssil em questão foi anunciado pelo presidente russo, Vladimir Putin, em 2018. Segundo Putin, ele é capaz de usar uma fonte de combustível nuclear para aquecer o ar em movimento rápido e voar por períodos indefinidos.

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