Será realizado nesta quinta e sexta-feira (08 e 09 de agosto), das 8 às 18 horas, na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, o “I Encontro Estadual de Educação do Ministério Público de Mato Grosso: a prevenção do bullying, do suicídio e da violência escolar”. O evento, que tem como público-alvo membros e servidores do MPMT, além de profissionais que atuam na área de educação, é promovido pela Procuradoria Especializada na Defesa da Cidadania, Procuradoria Especializada na Defesa da Infância e Juventude, Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação e Centro de Apoio Operacional (CAO) da Infância e Juventude.

O encontro vai discutir temas envolvendo estudantes e que trazem uma grande preocupação como, por exemplo, o bullying no ambiente escolar. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgados em junho deste ano, revelam que o ambiente das escolas brasileiras é duas vezes mais suscetível ao bullying do que a média geral das instituições de ensino em 48 países.

Uma outra pesquisa feita pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), divulgada em 2017, mostra que o Brasil é o quarto país com maior prática de bullying no mundo. O estudo mostrou que 43% dos estudantes de 11 a 12 anos disseram ter sido vítimas de violência física ou psicológica na escola pelo menos uma vez no mês anterior (2016).

Além do bullying, outro problema grave que será abordado durante o encontro é o suicídio entre jovens. O suicídio aumentou gradativamente no Brasil entre 2000 e 2016: foi de 6.780 para 11.736, uma alta de 73% nesse período. As maiores taxas de crescimento foram registradas entre jovens e idosos, do acordo com o Ministério da Saúde.

No mundo, o suicídio acomete mais de 800 mil pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). É a segunda causa de morte no planeta entre jovens de 15 a 29 anos — a primeira é a violência.

Já no Brasil, em 2015 o suicídio foi a quarta causa de morte nessa mesma faixa etária, ficando atrás de violência e acidente de trânsito, segundo dados do Ministério da Saúde.
De acordo com o procurador de Justiça Paulo Prado, titular da Procuradoria Especializada em Defesa da Criança e Adolescente de Mato Grosso, os temas escolhidos para debater durante o encontro fazem parte do dia a dia das famílias, do círculo de amigos, das escolas, do Ministério Público e da sociedade como um todo.

“Optamos por debater estes temas porque eles são reais e muito preocupantes. Nós queremos ouvir essas pessoas que trabalham todos os dias com este assunto, queremos escutar professores, assistentes sociais, pedagogos, o pessoal dos CRAS, CREAS, Conselhos Tutelares, Promotores de Justiça para, com a troca destas experiências e vivências, podermos atuar de forma mais precisa e eficaz da defesa dos interesses da criança e do adolescente”, destacou.

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