28 de outubro de 2020
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    Senador cassado fica em isolamento por suposto assédio contra agente penitenciária

    Secretaria de Segurança diz que medida é inicial e que caso está sendo apurado. Defesa do ex-senador negou conduta indevida

    O senador cassado Luiz Estevão foi colocado em isolamento por três dias no Complexo da Papuda por ter supostamente cometido assédio contra uma agente penitenciária. O ex-político teria proferido gracejos para a servidora.

    A Secretaria de Segurança informou, na segunda-feira (5), que o isolamento disciplinar preventivo de Luiz Estevão foi uma medida administrativa inicial e que o suposto desrespeito à agente está sendo apurado.

    “Ao término do procedimento de apuração será avaliado se houve falta disciplinar e, nesse caso, qual será a punição.”

    O advogado do ex-senador, Marcelo Bessa, negou que o cliente tenha cometido assédio e afirmou que vai tratar do assunto apenas no âmbito da Justiça.

    ‘Linda’
    Atualmente no regime semiaberto, Luiz Estevão teria dito a uma agente da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais que ela é “linda”, além de outros gracejos, ao chegar do trabalho, no posto de fiscalização da Papuda.

    Durante o isolamento, o detento muda de cela. Fica sozinho, sem direito a televisão, ventilador e perde o direito de trabalhar fora da cadeia no período.

    Saidão
    Mesmo com o caso em apuração, Luiz Estevão está na lista de presos que devem se beneficiar no próximo saidão – entre sexta-feira (9) e segunda (12).

    Pelas regras, o detento que estiver respondendo por falta grave não pode ser liberado. A Secretaria de Segurança não comentou sobre o assunto.

    Condenação
    Luiz Estevão foi condenado a 26 anos de prisão por fraudes na construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Ele responde pelos crimes de corrupção ativa, estelionato e peculato.

    O político e empresário recorreu da decisão a instâncias superiores e foi preso em março de 2016, cerca de 12 anos depois da condenação. Ele conseguiu direito ao semiaberto porque cumpriu um sexto da pena — aproximadamente três anos em regime fechado.

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