28 de outubro de 2020
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    sem acordo

    Servidores da Educação decidem manter greve em MT

    Imagem: greve Sintep2
    Grevistas lotaram a tenda – Foto: Welington Sabino / AGORA MATO GROSSO

    Em uma assembleia-geral realizada na tarde desta segunda-feira (5), professores e demais servidores da rede estadual de ensino decidiram manter a greve da Educação em Mato Grosso. O encontro ocorreu em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no Centro Político e Administrativo, em Cuiabá – MT e contou com a participação de servidores de pelo menos 79 municípios do Estado.

    Mesmo após a liminar da desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no dia 30 de julho, declarando a greve como abusiva e o governador Mauro Mendes (DEM) ter ameaçado afastar e contratar outros profissionais, os grevistas decidiram irem para o enfrentamento.

    A greve já chega aos 69 dias tendo como principal impasse o não pagamento de 7,69% de reajuste previsto na Lei Estadual nº 510/2013 conhecida como lei da dobra, pois prevê um aumento real nos salários até 2023. O pagamento da Revisão Geral Anual (GRA) é outra cobrança que a categoria não abre mão enquanto o Governo do Estado reafirma não ter condições de atender porque a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impõe o limite máximo de 49% para gastos da receita com pagamento de pessoal. Hoje, somente o pagamento dos servidores consome 58% da receitas do Estado.

    Imagem: grevistas nas ruas
    Grevistas em direção ao Paiaguás – Foto: Welington Sabino / AGORA MATO GROSSO

    Durante a assembleia, professores e sindicalistas reafirmaram que é preciso proposta para encerrar greve e não somente uma decisão judicial e muito menos pressão por parte do governador. Deixaram claro que vão recorrer da decisão desfavorável e continuar com o movimento paredista até que o governo se comprometa a apresentar uma proposta viável que atenda ao pleito da categoria.

    Depois da votação, os grevistas saíram em passeada pelo Centro Político passando por um trecho da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA) até subirem para as ruas que dão acesso ao Palácio Paiaguás, sede do Governo do Estado e também à Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

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