19 de junho de 2021
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    MANIFESTAÇÃO EM BRASÍLIA

    Cassada, senadora de MT detona classe política, cobra honestidade e quer CPI da Lava Toga

    Enquanto recorre de uma decisão que cassou seu mandato por caixa 2, Selma Arruda exige moralidade e honestidade na política

    Imagem: Selma Arruda
    Senadora Selma Arruda durante ato em Brasília pressionando por CPI da Lava Toga – Foto: reprodução/Facebook

    Ao participar de manifestação na Praça dos Três Poderes, em Brasília, a senadora Selma Arruda (Podemos) defendeu a continuidade da Operação Lava Jato, a criação da CPI da Lava Toga e o fim do foro privilegiado. Num discurso inflamado, ela detonou a classe política de uma forma geral e conclamou eleitores e seguidores de suas redes sociais a cobrarem os demais senadores para que defendam as mesmas pautas da manifestação e assinem o requerimento da CPI.

    Ainda durante o ato, realizado nesta quarta-feira (25), ela foi além e disse o Brasil e os políticos precisam hoje, em primeiro lugar, é de moral, vergonha na cara e honestidade.

    Imagem: Selma Arruda em protesto em Brasilia
    Foto: reprodução/Facebook

    A senadora está inconformada porque até o momento a CPI da Lava Toga, proposta em fevereiro pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), não emplacou. Para sair do papel, a CPI precisa da assinatura de 27 dos 81 senadores. Recentemente, ela revelou que sofreu pressão para retirar sua assinatura do requerimento da CPI e por isso se desfilou do PSL, sigla do presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que tem agindo para inviabilizar e enterrar a CPI antes mesmo de ela ser oficializada.

    O objetivo da CPI da Lava Toga seria “investigar condutas ímprobas, desvios operacionais e violações éticas por parte de membros do Supremo Tribunal Federal e de tribunais superiores do país”. Ou seja, o que na prática, tem sido chamado pelos defensores da CPI de “ativismo judicial” por parte de desembargadores e ministros.

    “Eu fico com raiva e indignada com este tipo de coisa. Para você que é brasileiro de verdade, que corre sangue verde e amarelo, que não deixa isso acontecer com nosso país. Não é possível, até quando isso aqui é uma democracia? Isso aqui é uma ditadura das mais podres. Nós estamos aqui gritando e eles fazendo o que querem. A gente tem que acabar com isso, pessoal. Eu sou Sérgio Moro, sou Lava Jato e sou Bolsonaro com muito orgulho. Não vamos desistir”, disse ela aos gritos sendo ovacionada pelos participantes que gritavam fora Alcolumbre, em referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Assista abaixo:

     

    A senadora, que está com o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) por crimes de caixa 2 e abuso de poder econômico, depois compartilhou um vídeo em suas redes sociais no qual faz um balanço positivo da manifestação.

    “Uma benção, uma maravilha a gente ter o acolhimento do povo. O povo entendeu e está compreendendo qual é a nossa necessidade, o que que o Brasil precisa. Hoje, em primeiro lugar: moral, vergonha na cara, tá que esses políticos estão precisando. A gente precisa de honestidade na política, honestidade em todos os ramos. Nós precisamos de Lava Toga, a gente precisa do fim do foro privilegiado, a gente precisa de muitas medidas moralizadoras nesse Brasil e o povo lá entendeu, aplaudiu e apoiou”, enfatizou a senadora que é juíza aposentada do Judiciário mato-grossense.