Imagem: Gustavo Nogami
Procurdor Gustavo Nogami, chefe do MPF em Mato Grosso – Foto: Marcus Mesquita/MidiaNews

Em Mato Grosso, o Ministério Público Federal (MPF) também reagiu contra a postura do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de indicar para a chefia do Procuradoria-Geral da República um nome que não consta na lista tríplice. A escolha de Bolsonaro pelo procurador Augusto Aras para ser o novo procurador-geral é vista como um alinhamento ideológico, o que preocupa membros do MPF em todo o País. Eles temem que Aras, se de fato, vier a ocupar o cargo, passe a atuar como o “engavetador” da República.

Uma referência negativa ao fato de que deverá barrar diversas investigações, em especial aquelas que não forem do agrado do presidente e seu grupo político.

Chefe do MPF em Mato Grosso, o procurador Gustavo Nogami, disse em coletiva nesta segunda-feira (9) que Aras “não vai sustentar o trabalho que foi feito em primeiro grau se esse trabalho for contrário ao interesse do presidente da República”.  Ressaltou que a sociedade não precisa de um “procurador-geral, submisso e subalterno ao presidente da República”.

Nogami fez a declarações durante ato de protesto realizado em Cuiabá nesta segunda-feira a exemplo de outras cidades que atenderam à convocação feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).  A escolha de um nome que não faz parte da lista tríplice foi classificada pela Associação classificou como um “retrocesso institucional e democrático ao MPF”.

A lista continha os nomes dos procuradores federais Mário Luiz Bonsaglia (478 votos), Luiza Cristina Frischeisen (423 votos) e Blal Dalloul (422 votos). Na nomeação do Procurador-Geral da República a lista tem sido observada há quase duas décadas.

Na última quinta-feira, a ANPR publicou manifestação pública de contrariedade à escolha de um procurador-geral da República que não tenha participado de debates públicos e da eleição interna promovida pela categoria. Para a entidade, o desrespeito à lista tríplice foi o maior retrocesso institucional e democrático do MPF em 20 anos.

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