14 de fevereiro de 2021
Mais
    Capa Destaques Chefe do MPF em MT diz que Bolsonaro quer 'engavetador' para barrar...
    CHEFIA DA PGR

    Chefe do MPF em MT diz que Bolsonaro quer ‘engavetador’ para barrar investigações

    Imagem: Gustavo Nogami
    Procurdor Gustavo Nogami, chefe do MPF em Mato Grosso – Foto: Marcus Mesquita/MidiaNews

    Em Mato Grosso, o Ministério Público Federal (MPF) também reagiu contra a postura do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de indicar para a chefia do Procuradoria-Geral da República um nome que não consta na lista tríplice. A escolha de Bolsonaro pelo procurador Augusto Aras para ser o novo procurador-geral é vista como um alinhamento ideológico, o que preocupa membros do MPF em todo o País. Eles temem que Aras, se de fato, vier a ocupar o cargo, passe a atuar como o “engavetador” da República.

    Uma referência negativa ao fato de que deverá barrar diversas investigações, em especial aquelas que não forem do agrado do presidente e seu grupo político.

    Chefe do MPF em Mato Grosso, o procurador Gustavo Nogami, disse em coletiva nesta segunda-feira (9) que Aras “não vai sustentar o trabalho que foi feito em primeiro grau se esse trabalho for contrário ao interesse do presidente da República”.  Ressaltou que a sociedade não precisa de um “procurador-geral, submisso e subalterno ao presidente da República”.

    Nogami fez a declarações durante ato de protesto realizado em Cuiabá nesta segunda-feira a exemplo de outras cidades que atenderam à convocação feita pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).  A escolha de um nome que não faz parte da lista tríplice foi classificada pela Associação classificou como um “retrocesso institucional e democrático ao MPF”.

    A lista continha os nomes dos procuradores federais Mário Luiz Bonsaglia (478 votos), Luiza Cristina Frischeisen (423 votos) e Blal Dalloul (422 votos). Na nomeação do Procurador-Geral da República a lista tem sido observada há quase duas décadas.

    Na última quinta-feira, a ANPR publicou manifestação pública de contrariedade à escolha de um procurador-geral da República que não tenha participado de debates públicos e da eleição interna promovida pela categoria. Para a entidade, o desrespeito à lista tríplice foi o maior retrocesso institucional e democrático do MPF em 20 anos.

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS