Imagem: Janaina Riva e Selma Arruda
Deputada Janaina Riva e senadora Selma Arruda – Fotos: divulgação/assessoria

Ao contrário do deputado federal Nelson Barbudo (PSL), que ainda está esperançoso que a senadora Selma Arruda consiga reverter no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação de seu mandato, decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) por unanimidade, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) acredita que a situação de Selma é irreversível.

“Entre nós, a gente não acredita que essa situação vá ser revertida”, disse Janaina se referindo aos demais deputados na Assembleia Legislativa. Ela deu as declarações na tarde desta segunda-feira (16), no Palácio Paiaguás ao ser questionada por repórteres sobre a Ação de Investigação Judicial (Aije) contra Selma julgada procedente por sete votos a 0 pelo TRE-MT no dia 10 de abril deste ano.

Na mesma linha de Barbudo que usou o sentido figurado para dizer que “não participa de velório de pessoa viva”, Janaina recorreu a uma metáfora para reafirmar seu posicionamento. “Então, lógico, não é contar com defunto antes da morte, mas a gente acredita que uma situação como essa é irreversível”, enfatizou a parlamentar.

Na ação eleitoral, Selma Arruda, que é juíza aposentada, e seus suplentes: o produtor agropecuário Gilberto Eglair Possamai e Clérie Fabiana Mendes, ambos do PSL, tiveram os registros de candidatura casados por caixa 2 e abuso de poder econômico nas eleições de 2018. A então candidata Selma Arruda utilizou R$ 1,2 milhão para pagar pesquisa eleitoral e materiais de pré-campanha para alavancar seu nome em período proibido, ou seja, fora da campanha eleitoral, e depois não declarou tais gastos em sua prestação de contas oficial.

Questionada sobre a expectativa da senadora e aliados que falam em reverter a cassação no TSE, Janaina Riva foi enfática ao dizer que as provas dos autos não deixam dúvidas sobre os crimes e não acredita em desfecho a favor da senadora.

“Pela experiência política que nós temos, de reverter uma decisão que é por unanimidade, pelo menos a gente nunca viu isso a nível de Brasil. E se for revertida então a gente vai rasgar o nossa Constituição Federal, pode rasgar, esquece o nosso Código Eleitoral porque ele não vai somar em nada”, pontuou.

Para a deputada, se fosse outro político na mesma situação, réu num processo repleto de provas que confirmam o delito imputado a ele, a condenação seria inevitável. “Imagine você, se antes de uma eleição você dá um cheque ou faz uma contratação por fora. Eu disse várias vezes: se fosse eu estaria cassada, se fosse outros estariam cassados. Ainda está numa situação privilegiada porque é senadora. Mas o rumo dela é esse não tem outro mais”.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.