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Ônibus parados devido à greve dos motoristas na Avenida Rio Branco, no centro da capital paulista
Imagem: Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo

Motoristas e cobradores de ônibus em São Paulo realizam hoje uma paralisação parcial para protestar contra a redução da frota e pela manutenção dos postos de emprego. Segundo a SPTrans, às 8h o sistema de transporte público coletivo operava com 70% da frota de veículos.

O Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) têm operação especial, e o rodízio municipal de veículos foi suspenso. ÀS 8h30, a CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) informou que a cidade registrou 73 km de lentidão.

A Justiça do Trabalho determinou que nos horários de pico, das 6h às 9h, e das 16h às 19h, a frota de ônibus deve ser de 70%. Nos demais horários, a circulação será de 50%. O sindicato informou que está respeitando a decisão. A multa para o caso de quebra da determinação é de R$ 100 mil por dia, informou a SPTrans.

Os 30 terminais municipais estão com operação de ônibus, mas 18 linhas da empresa Sambaíba não estão circulando. Confira a relação:

148P/10 Pedra Branca – Metrô Barra Funda
1741/10 Vl. Dionisia – Metrô Santana
1742/10 Jd. Antártica – Metrô Santana
1743/10 Jd. Pery Alto – Shop. D
1758/10 Jd. Antártica – Metrô Santana
1759/10 Jd. Pery – Metrô Santana
148L/10 Cohab Antártica – Lapa
211L/10 Mandaqui – Lapa
1760/10 Cohab Antártica – Shop. Center Norte
297A/10 Jd. Primavera – Metrô Barra Funda
9166/10 Jd. Sta. Cruz – Term. Cachoeirinha
967A/10 Imirim – Pinheiros
971A/10 Jd. Primavera – Shop. D
9701/10 Hosp. Cachoeirinha – Metrô Santana
971D/10 Jd. Damasceno – Shop. Center Norte
971M/10 Vl. Penteado – Metrô Santana
971T/10 Vl. Sta. Maria – Metrô Santana
971V/10 Jd. Vista Alegre – Shop. Center Norte
Além do rodízio, foi suspensa a Zona Máxima de Restrição a Fretados e a Zona Azul. A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) informou que a frota das linhas intermunicipais de 4.800 ônibus está 100% nas ruas.

Situação nos terminais
Em alguns locais os ônibus circulavam normalmente no início da manhã de hoje na capital. No terminal Grajaú, extremo sul, a circulação contava com 100% de sua frota por volta das 5h.

“Os ônibus estão saindo da garagem, até o momento não temos nenhuma ordem do sindicato para barrarmos as saídas dos coletivos”, afirmou Sebastião, funcionário da Viação Grajaú.

A linha 637G/10 Grajaú-Terminal Pinheiros funcionava normalmente por volta das 5h. Alguns usuários anteciparam a saída de casa por medo da greve, como foi o caso da estudante de Ciências Contábeis Carla Santana, que utiliza a linha diariamente para trabalhar na zona oeste. “Saí de casa uma hora mais cedo achando que já estavam em greve. Mas os ônibus estão saindo normalmente aqui do ponto final”, disse a estudante.

Embora a circulação de ônibus esteja ocorrendo no terminal Guaianases, zona leste, algumas linhas não circulam nos bairros. O administrador de obras Marcos Antônio Azevedo, 56, precisou embarcar em uma lotação.

“Meu ônibus para o terminal não passou. Peguei lotação, que está normal”, disse. Ele mora na Vila Lourdes, em Lajeado, e todos os dias vai trabalhar em Itapevi, na Grande São Paulo. “Achei que teria mais problemas. Levo duas horas diárias para chegar ao trabalho”.

Ainda em Guaianases, a cozinheira Leoni Cunha, 47, relatou que não enfrentou problemas para embarcar no Jardim Helena e chegar ao terminal. “Não precisei acordar mais cedo, nem estava lotado”, contou. Depois de 20 minutos no coletivo, ela utiliza o trem para chegar ao Brás, onde trabalha. “Ontem tive problema. Fiquei uma hora no ponto esperando meu ônibus para voltar.”

Protesto em frente à Prefeitura
Imagens da TV Globo mostraram dezenas de ônibus estacionados em protesto em frente à Prefeitura de São Paulo.

A administração municipal informou que o prefeito Bruno Covas (PSDB) acompanha a situação na Central de Operações da CET.

Em entrevista à TV Globo, o prefeito da capital paulista disse que a greve não causa grande impacto no trânsito e que segue dialogando com o sindicato.

“No ponto de vista de trânsito não há grande impacto, mas claro que a população fica afetada pela quantidade reduzida de ônibus, prejudica o trabalhador. É importante lembrar que a prefeitura não está em atraso com as empresas concessionárias de ônibus”, disse.

Valdevan de Jesus Santos, representante do sindicato, disse que a pauta de reivindicações é extensa. “Nós temos uma pauta extensa a qual já apresentamos ao prefeito e até o momento não sentamos para discutir. A questão do transporte em São Paulo está caótica”, afirmou à emissora.

Paralisação e protesto na tarde da última quinta-feira

Ontem, o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas) realizou manifestação em frente à prefeitura em protesto contra a redução da frota. No auge da greve, 23 dos 44 terminais de ônibus da capital estavam bloqueados. O rodízio foi suspenso e, às 19h, a cidade tinha 130 km de congestionamentos, acima da média para o horário, que é de 106 km.

De acordo com o sindicato, a prefeitura já retirou 450 veículos que atendiam a população e até o final do ano serão retirados outros mil ônibus.

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