Imagem: MC Poze2Pouco antes de entrar na Penitenciária Central do Estado (PCE) Marlon Brendo Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, conseguiu liberdade nesta quinta-feira (3). A informação foi confirmada ao AGORA MT pelo advogado carioca José Estavam, que defende o artista.

O MC foi detido no último sábado (28), durante uma festa, sob acusação de apologia ao crime e corrupção de menores. Fato ocorreu na cidade de Sorriso (420 km de Cuiabá). Marlon chegou a ser transferido para Cuiabá.

A magistrada determinou que ele cumpra as seguintes medidas cautelares: quando mencionar os fatos ocorridos na Comarca, principalmente nas redes sociais, não o fazê-lo com ironia, desdém, zombaria ou desrespeito, entre outros sentimentos, a demonstrar “pouco caso” para com a Justiça; ser localizado e comparecer a todos os atos do processo; comunicação de qualquer alteração de endereço; comprovar bimestralmente, peticionando nos autos, suas atividades profissionais e cuidados com a filha.

Criado em uma comunidade historicamente dominada por uma Organização Criminosa que foi dominada pelas milícias (a favela do Rodo, no bairro de Santa Cruz), Poze é o MC que mais ataca milicianos em suas letras, como “Ai Nosso Fuzil Tá Demais e os Milícia Sai Correndo”, “Avisa Que a Tropa é Comando Vermelho” e “Elenco do Batô”. Nesta última, ele desafia explicitamente: “Nós tem AK, meiota e G3/ Milícia, se brotar, nóis vai matar vocês”.

A Prisão do MC

No evento, mais de 40 adolescentes foram flagrados em uma festa com álcool e drogas.

De acordo com a Polícia Militar, os adolescentes têm entre 13 e 17 anos. Os adolescentes foram liberados após a chegada dos pais ou responsáveis no sábado.

Ainda conforme a PM, MC Poze do Rodo e outros três suspeitos que também foram presos são apontados como promotores e organizadores da festa. Eles vendiam droga e bebida aos adolescentes que foram apreendidos.

A polícia recebeu diversas denúncias sobre a festa em uma boate no bairro Setor Industrial onde ocorria um baile funk com a presença do músico carioca.

A denúncia dizia que havia diversos menores de idade que consumiam bebida alcoólica e droga na festa, além de apontar o MC como responsável por incitar crimes.

Uma força-tarefa de policiais militares, civis e Conselho Tutelar foi até o evento, que acabou fechado pelas autoridades.

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