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Operação Quadro Negro prende o empresário Valdir Piran – Foto: assessoria/PJC

Atualizada às 8h30 – A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), prendeu na manhã desta terça-feira (22), em Brasília, o empresário Valdir Piran, que atua no ramo de factoring em Cuiabá. Contra ele foi expedido um mandado de prisão pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal da Capital. O cumprimento da ordem judicial se deu na Capital federal, onde Piran se encontrava.

Trata-se da operação “Quadro Negro” deflagrada para cumprir 13 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar com o objetivo de apurar desvios ocorridos no antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI). Veja a lista completa dos presos ao final do texto.

No total, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar, que serão cumpridos nas cidades de Cuiabá, Brasília e Luziânia (GO). A prisão de Piran em Brasília foi confirmada ao PORTAL AGORA MATO GROSSO pela assessoria da PJC. Por enquanto, não foi divulgada qual seria a participação do empresário no esquema de corrupção.

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Operação da PJC tem participação do Ministério Público Estadual – Foto: assessoria/PJC

Além dos mandados, foi decretado o sequestro de mais de R$10 milhões, em valores, imóveis e veículos de luxo. Dentre os carros apreendidos, conforme fotografias já divulgadas, tem um Porsche 911 Turbo, uma Hilux branca e Jeep Wrangler esportivo de cor preta.

A operação é realizada em conjunto com o Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (CIRA) e Ministério Público Estadual (MPE) e coordenada pelos delegados Anderson Veiga, Luiz Henrique Damasceno e Bruno Lima Barcellos. Eles vão repassar detalhes sobre os trabalhos em coletiva de imprensa às 09h30 na Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).

Conforme a Polícia Civil, o nome Operação Quadro Negro remete ao quadro e giz que ainda funcionam nas escolas, já que as lousas digitais eram falsas, bem como à situação (quadro) estrutural crítica que a educação básica se encontra em razão dos prejuízos causados pelos desvios.

Presos Operação Quadro Negro

1 – Valdir Agostinho Piran
2 – Weydson Soares Fonteles
3- Wilson Celso Teixeria, “Dentinho” – ex-presidente do Cepromat, ex-vereador e ex-deputado estadual
4 – Djalma Souza Soares – ex-presidente do Cepromat
5 – Edevamilton de Lima Oliveira
6 – Francisvaldo Pereira de Assunção

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