21 de outubro de 2020
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    Ex-líder de facção que teria virado delator da PM é morto em presídio

    Imagem: petróleo
    Presidiário Paulo Cesar da Silva, o Petróleo, é morto dentro da PCE – Foto: divulgação

    O presidiário Paulo Cesar dos Santos, conhecido como Petróleo, 35 anos, que era apontado pela Polícia Civil como um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), foi assassinado dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) na madrugada deste domingo (27). Ele foi enforcado e conforme as primeiras informações policiais, apresentava sinais de que foi torturado.

    De acordo com informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o corpo estava dentro de um banheiro na cela 21 do raio 5 da unidade prisional, que é a maior do Estado e vive superlotada. O corpo do criminosos apresentava lesões e evidências de que houve luta corporal antes de ser morto, dentre elas, vestígios de pele embaixo das unhas.

    Petróleo, que faria aniversário de 36 anos na próxima sexta-feira (1º de novembro), ganhou notoriedade na imprensa depois da tentativa de entrada de freezer contendo 86 celulares na PCE ocorreu no dia 6 de junho deste ano. Agentes penitenciários impediram a entrada dos aparelhos e a ação terminou com a prisão três policiais militares e do então diretor da PCE, Revétrio Francisco da Costa, e do subdiretor da unidade prisional, Reginaldo Alves dos Santos, conhecido como “Peixe”.

    Naquela ocasião, Petróleo já estava preso na PCE e junto com o também presidiário Luciano Mariano da Silva, o “Marreta”, virou alvo da Operação batizada de Assepsia. Dos militares presos, dois eram integrantes do batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). O então diretor e subdiretor presos na operação foram exonerados dos cargos.

    A partir de então houve desdobramento e confissões de militares envolvidos no esquema. Na última quinta-feira (24) durante uma audiência presidida pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, o ex-diretor Revétrio Costa apontou Petróleo como um informante da Polícia Militar.

    Com o desdobramento do caso, Petróleo foi expulso da facção criminosa e agora uma das linhas a serem investigadas é se ele foi morto por determinação de outras lideranças do Comando Vermelho, como uma espécie de condenação pelo “tribunal do crime” que o CV realiza para punir membros e ex-integrantes da facção.

    A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa enviou uma equipe à Penitenciária Central do Estado para iniciar as investigações sobre o assassinato de Petróleo.

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