A Vibrio vulnificus, popularmente conhecida como “bactéria que come carne” e “bactéria da praia”, fez mais uma vítima. Desta vez, trata-se de um norte-americano que se contaminou com o micro-organismo após comer ostras na cidade costeira de Wilmington, na Carolina do Norte.

David Argay chegou a ser tratado no hospital WakeMed Hospital, segundo a rede de TV norte-americana ABCNews, mas não resistiu. O nome do restaurante onde ele teria ingerido a iguaria não foi divulgado.

Comer ostras cruas é um dos riscos de contrair essa bactéria. A outra forma é entrar no mar com feridas abertas, que podem servir de porta de entrada para ela. A Vibrio vulnificus vive na água salgada ou salobra, que é a mistura de água doce e salgada, em temperaturas quentes. É frequentemente encontrada onde rios encontram o mar, segundo o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), do governo dos Estados Unidos.

É chamada de “comedora de carne” porque pode necrosar a pele, provocando sepse e levando à morte em poucos dias. De acordo com o CDC, a Vibrio vulnificus infecta 80 mil e mata 100 por ano naquele país.

Quando ingerida, causa diarreia aquosa com cólicas abdominais, náuseas, vômitos, febre e calafrios. Os sintomas ocorrem dentro de 24 horas e duram 3 dias, informa o CDC. Segundo o órgão de saúde, a doença grave é rara e geralmente ocorre em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

Se a bactéria entrar no corpo por meio de uma ferida, provoca dores progressivas, além de vermelhidão, inchaço e calor local.

Outros frutos do mar têm potencial para dispor dessa bactéria, no entanto, como costumam ser servidos cozidos, e não crus, não oferecem risco. A fervura dos alimentos mata a bactéria.

A maioria das pessoas sobrevive à infecção por Vibrio vulnificus, segundo o CDC. Cerca de 1 em cada 5 pessoas morre entre um ou dois dias após adoecer. Para sobreviver, a pessoa deve ser encaminhada ao hospital assim que perceber os primeiros sintomas e informar que ingeriu ostras cruas ou entrou no mar com feridas abertas.

No caso de infecção por ingestão de ostras ou de machucados pequenos, o tratamento é feito com antibióticos. O quadro melhora em uma semana, segundo a Sociedade Paulista de Infectologia (SPI). Já machucados maiores ou mais profundos exigem a internação do paciente.

Para confirmar o diagnóstico, é feito uma hemocultura, exame de sangue que isola e identifica a bactéria.

Embora seja difícil prevenir a infecção, de acordo com a SPI, algumas dicas para evitar o problema são não comer frutos do mar crus, não entrar em água salgada e salobra com machucados expostos – se entrar, cubra o ferimento – e, caso se machuque na água, lave o local com água doce e limpa.

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