Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada, seguro DPVAT, se você mora no Mato Grosso as chances de você precisar são enormes, por algum motivo que não sabemos o trânsito aqui é muito violento.

Hoje falaremos sobre o que ninguém lhe conta sobre seguro DPVAT, se vale a pena contratar um terceiro para requerer o seguro no seu nome, se vale a pena fazer tudo sozinho, afinal seguro DPVAT não precisa de advogado para receber, quais os valores envolvidos, porque os próprios hospitais toleram a presença de captadores do seguro dentro de suas instituições.

Sei que você está aqui para ver só o que ninguém lhe conta, mas fique um pouco mais,  deixa eu lhe mostrar o ponto de vista de quem quer oferecer um serviço que em tese você não precisa, que é um advogado para receber seu seguro DPVAT.

Esse final de semana um jovem de apenas 21 anos de idade colidiu em uma carreta e veio a falecer, não sou do tipo que vai atrás da família nessas horas, prefiro esperar que eles venham até a mim, como profissional sei que algumas palavras serão duras.

Uma das coisas que choca a família, é que mesmo morando com os pais, se a vítima tiver um filho, o dinheiro do seguro vai todo para esse filho, ou filhos, se estiver casado ou em união estável de fácil comprovação, o dinheiro vai para a companheira (o) ou esposa (o).

É sempre muito ruim ser a parte fria e racional no meio da dor de uma família, principalmente quando o acidente teve morte, mas alguém tem que  fazer, e é por isso que a maioria das famílias prefere pagar uma porcentagem para um terceiro receber o seguro DPVAT do que ter que correr eles mesmo atrás da documentação e do envio da documentação.

É relativamente simples, o site da seguradora que opera esse seguro para o governo vai fazer você se sentir na suíça, quase como se as coisas acontecessem automaticamente, seria só enviar a documentação e esperar o “cheque” chegar na conta.

Ok, se você é culto e não está emocionalmente envolvido no acidente recomendo que tente, o máximo que vai acontecer é receber uma carta da seguradora dizendo que falta isso e aquilo, e depois você fará uma nova ‘romaria’ pelos órgão públicos para tentar conseguir os documentos, uma hora ou outra vai dar certo, e o tempo  que perdeu nessas instituições públicas buscando seus papeis, no fim e ao cabo tem o mesmo valor que se tivesse pago o intermediário, mas você vai ter feito ao seu modo, e isso é bom.

Agora se você está envolvido emocionalmente no acidente, se está com sequelas, é besteira fazer você mesmo a reunião dos documentos e o envio deles, porque estará levemente irracional, e as vezes completamente irracional.

É por isso que os hospitais toleram os captadores de seguro dentro de suas instituições, mesmo com alguns vagabundos trabalhando na captação, a maioria paga o prêmio da vítima, e acaba fazendo por um preço, é claro, o trabalho que a vítima incapacitada não faria, ou seria penoso para ela fazer.

Uma coisa que quase ninguém ainda sabe, quando o captador for fazer a procuração em seu nome, para receber administrativamente, ele terá que colocar a conta da vítima para evitar fraudes, o que não é exatamente legal, mas é uma ilegalidade que se tolera para proteger mais a vítima de um possível golpe.

Agora o que tem acontecido é a vítima não pagar o prestador de serviço, dizer que tudo ia acontecer automaticamente, e que na verdade ele é um aproveitador, não seja essa pessoa, se o prestador de serviço fez contrato contigo, ele vai lhe processar e com o tempo, sujar seu nome, e o juiz vai lhe obrigar a pagar, e ainda um monte de despesas mais.

Para terminar podemos falar o que todo mundo já sabe, o seguro cobre os acidentes fatais, os acidentes não fatais, e paga R$ 13.500 aos familiares dos acidentes fatais, e também cobre despesas médicas e hospitalares até o valor de R$ 2.700.

 

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