28 de outubro de 2020
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    SUPERAÇÃO

    Tenente compartilha história de luta contra câncer e rotina como mãe e policial

    Imagem: IRQUECAREQUINHA
    Seguindo à risca o tratamento de saúde a tenente continuou trabalhando e superou a doença – Foto: PM

    A tenente da Polícia Militar de Mato Grosso, Irque Figueira da Silva, 31 anos, descobriu que tinha um nódulo no seio esquerdo em 2016 enquanto amamentava o filho de seis meses. Um ano depois, em 2017, veio o diagnóstico: ela estava com câncer de mama.

    Determinada a vencer o tumor, a militar optou em lidar com o câncer de “igual para igual”. Seguindo à risca o tratamento de saúde, ela continuou trabalhando no Quartel-Geral da Polícia Militar e superou um dia de cada vez, sem vitimismo, se tornando exemplo dentro e fora da corporação.

    Aceitar as etapas da quimioterapia, respeitar o limite do próprio corpo e firmar um pacto diário com si mesmo de não desanimar, fez com que a policial vestisse sua farda e saísse para trabalhar todos os dias.

    Imagem: Irqueempé
    Poucas pessoas sabiam que a policial enfrentava um inimigo silencioso – Foto: PM

    A policial relembra que poucas pessoas perceberam que ela enfrentava um inimigo silencioso e as que percebiam, agiam com certo desconcerto diante da situação.  “O problema maior que enfrentei foi à perda dos cabelos. Quando eu saia na rua olhavam para mim como se eu tivesse uma doença contagiosa. Algumas pessoas não sabiam lidar com a situação, falavam que meu cabelo ia cair, sentia pena. A auto-estima é bem afetada, é preciso ser muito forte. Depois disso, o processo da quimioterapia é tão doloroso que a gente quer ficar bem, já não pensa muito nos que outros acham, eu queria viver. Usava boina, peruca e as pessoas nem viam, às vezes nem percebiam. No início não falei nada para ninguém, só contei quando marquei a cirurgia para retirar o tumor, comuniquei meu afastamento medico aos meus superiores. Precisei ficar 30 dias me recuperando do procedimento cirúrgico, depois decidi enfrentar minha rotina e me manter alegre e confiante, de que venci o câncer” conta a tenente.

    Vestir a farda da PM e ir para o quartel foi uma saída da policial para evitar a depressão.  Se manter forte diante do câncer foi à maior missão enfrentada pela militar, mãe de dois filhos.  “Eu trabalhava na Coordenadoria de Policia Comunitária e Direitos Humanos no QCG. Eu não saia para eventos, evitava andar muito. Mas todo o dia estava aqui. Muita gente chegava e falava para eu aposentar; tinha esse direito, mas nunca pensei nisso. Mas decidi ser alto astral, olhava para meus filhos e me fortalecia, sabia que eu vencer tudo isso. Eu recebi muito apoio dos meus superiores e colegas de trabalho. Cheguei fazer o Curso de Habilitação de Oficial Administrativo (Choa), fiquei em segundo lugar na capacitação, eu nunca desisti”, ressalta a policial.

    Há mais de um ano sem o tumor, a tenente observa que o diagnóstico precoce foi essencial para vencer a doença. “Prevenção é tudo, o câncer tem cura. Depois de tudo que passei a Irque não gosta de si vitimizar. Hoje me sinto uma vencedora, como mulher, mãe e policial. Sou uma pessoa bem melhor, descobri os verdadeiros amigos, a importância de cada dia de vida. Como policial eu sei que eu posso tudo. Fiquei ainda mais forte!”, diz emocionada a militar.

    Doação para o Pelotão da Solidariedade da PM           

    Sensibilizada pela Campanha da Polícia Militar “2º Pelotão da Solidariedade”, tenente Irque fez a doação da peruca que utilizou durante o tratamento contra o câncer de mama. A entrega do acessório foi prestigiada pelo Comandante–geral da PM, coronel Jonildo José de Assis que reconheceu o gesto nobre da militar. “Você é um exemplo de superação para todos nós tenente Irque. A sua doação vai ajudar ainda mais mulheres que passam por esse momento tão delicado da vida”, ressalta coronel Assis.

     

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