28 de outubro de 2020
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    ROMBO NO CEPROMAT

    Valdir Piran nega chefiar esquema e anuncia providências por excessos em prisão ‘ilegal’

    Imagem: Valdir Piran
    O empresário Valdir Agostinho Piran – Foto: João Vieira/Gazeta Digital

    A defesa do empresário Valdir Agostinho Piran classificou como “ilegal e descabida” sua prisão decretada preventiva pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal da Capital, e cumprida pela Polícia Civil na operação Quadro Negro deflagrada na última terça-feira (22).

    Afirma que nunca participou de negociação com o Estado e nega ter recebido qualquer tipo de vantagem indevida ou mantido relação com a empresa Avançar Tecnologia e as pessoas envolvidas no suposto esquema de desvio de recursos públicos.

    O responsável pela defesa do empresário, o advogado Ricardo Spinelli ressalta que “está tomando as providências cabíveis para apurar e afastar todos os excessos praticados nas circunstâncias que envolveram os fatos, bem como a identificação dos responsáveis e dos danos causados”.

    Um das situações envolvendo a operação que a defesa está “indignada” diz respeito à divulgação de uma foto de Piran sem camisa e com a calça parcialmente aberta, ou seja, do momento em que abriu a porta do apartamento em Brasília e foi surpreendido pelos policiais que cumpriam os mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão. A imagem, feita por algum agente que participava da operação, foi “vazada” para a imprensa e publicada em alguns sites e portais de notícias.

    Na operação deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) com apoio do Ministério Público Estadual (MPE) foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e outros sete de busca e apreensão domiciliar. A Polícia Civil informou que o objetivo é apurar desvios ocorridos no antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI). Veículos de luxo e relógios estão entre os bens apreendidos de Piran e outros investigados.

    O prejuízo aos cofres públicos estimado pela Polícia Civil é de R$ 10 milhões. Os delegados que conduziram a operação, Luiz Henrique Damasceno e Bruno Lima Barcellos, afirmaram em coletiva de imprensa que Valdir Piran foi identificado como o líder do esquema. Disseram ainda que ele recebeu R$ 780 mil do esquema de corrupção.

    Na nota divulgada pela defesa, Piran nega todas as acusações. “Registra que os seus negócios e suas atividades empresariais são lícitas e que sua conduta social irreprovável e colaborativa com o Poder Judiciário já foi inclusive reconhecida pelo próprio Juiz da 7ª Vara Criminal”, diz trecho do comunicado.

    A defesa também comenta sobre a revogação da prisão preventiva pela própria Ana Cristina Mendes, juíza que havia determinado a prisão. “A decisão que determinou sua soltura foi recebida com tranquilidade e segurança, uma vez que reconheceu os excessos praticados e a insubsistência da prisão pois ausentes seus requisitos legais, o que demonstra a sua total incoerência, fundada tão somente em delações premiadas unilaterais e seletivas, de conhecimento público e notório, relacionadas a supostos fatos pretéritos que remontam a 2014”, diz a defesa em outro trecho da nota.

    Diz ainda que confia na Justiça e na devida apuração da realidade dos fatos e promete demonstrar sua inocência, “corroborando com a solidez, a ética e a transparência pelas quais sempre pautou sua atuação empresarial, permanecendo à disposição da Justiça para os esclarecimentos necessários”.

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