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Vacinação no Congo – Foto: Agência Anadolu / Getty Image

A 1ª vacina do mundo contra o Ebola foi aprovada esta semana pela União Europeia e ganhou também aval da Aliança Mundial da Saúde – OMS – para ser usada com segurança no mundo inteiro.

A vacina Ervebo, desenvolvida pela empresa farmacêutica Merck, já foi usada para conter surtos de emergência na República Democrática do Congo (RDC) e em outros países vizinhos.

O CEO da Merck, Kenneth C. Frazier, saudou a aprovação da vacina como “um marco histórico e uma prova do poder da ciência, inovação e parceria público-privada”.

“Na Merck, temos a honra de participar dos esforços de resposta a surtos de ebola e continuamos comprometidos com nossos parceiros e as pessoas que servimos”, afirmou.

Eficácia

A doença viral matou milhares de pessoas na África desde o começo da epidemia, em 2014.

A boa notícia é que basta uma dose da vacina para proteger as pessoas contra o Ebola.

A vacina está sendo usada sob “uso compassivo” para proteger pessoas, incluindo crianças e mulheres grávidas, com maior risco de infecção.

Até esta semana, mais de 250.000 pessoas foram vacinadas na RDC, no Burundi, Uganda, Sudão do Sul, Guiné e Ruanda, na África.

Financiamento

A Aliança de Vacinas “Gavi” – uma organização de saúde com sede em Genebra, financia a distribuição de vacinas em países de baixa renda.

A empresa anunciou em 2015 que compraria a vacina contra o Ebola para distribuição se fosse aprovada por um grande grupo de saúde.

“Esta é uma vacina com enorme potencial. Ela já foi usada para proteger mais de 250.000 pessoas na RDC e pode tornar grandes surtos de Ebola uma coisa do passado”, disse o Dr. Seth Berkley, CEO da Gavi the Vaccine Alliance.

Em dezembro, o Conselho da Gavi deve se reunir para definir a criação de um estoque global de vacinas contra o Ebola.

Esse estoque permitirá que os países acessem e implantem rapidamente vacinas contra o Ebola em resposta a surtos.

O estoque atual da vacina experimental contra o Ebola está disponível em parte, graças a um acordo entre Gavi e o fabricante da vacina, Merck.

A Gavi forneceu US$ 15,1 milhões – mais de R$ 60 milhões – à OMS para cobrir os custos operacionais para vacinação, financiamento de equipes de vacinação, transporte, seringas e outros suprimentos de vacinas, além dos frigoríficos ultracongelados para manter a vacina nas temperaturas mínimas necessárias para manter a eficácia.

O CEO da Merck, Kenneth C. Frazier, saudou a aprovação da vacina como “um marco histórico e uma prova do poder da ciência, inovação e parceria público-privada”.

“Na Merck, temos a honra de participar dos esforços de resposta a surtos de ebola e continuamos comprometidos com nossos parceiros e as pessoas que servimos.

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