29 de outubro de 2020
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    Católicos, evangélicos e candomblé se unem em respeito às religiões

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    Caminhada ecumênica – Foto: Arisson Marinho/Correio

    Uma caminhada ecumênica, para pedir respeito às religiões, reuniu mais de duas mil pessoas na última sexta, 15, em Salvador, na Bahia.

    A caminhada pelo Engenho Velho da Federação, contra a intolerância e o ódio religioso, reuniu seguidores das igrejas católica, evangélica e do candomblé na mais perfeita harmonia.

    Cantando e aplaudindo, os participantes saíram do fim de linha do Engenho Velho da Federação, seguiram pela Avenida Cardeal da Silva, passaram pelo terreiro do Gantois, Vasco da Gama, foram até a Casa Branca e retornaram ao ponto de partida.

    “Hoje eu reforço a mensagem que não estamos aqui para pedir direitos que já temos. Estamos aqui para pedir respeito”, explicou Mãe Val, antes de começar o percurso.

    Evangélicos

    Evangélicas, a bióloga Taísa Alexandre, 30, e a esteticista Priscila Lima, 30, representavam a Igreja Metodista do bairro.

    “Temos um projeto de direitos humanos nos espaços de Jesus para mostrar que o respeito é possível e que o povo evangélico possa dialogar com outras religiões”, disse Priscila.

    Elas defendem o discurso de paz.

    “É importante que a gente venha, principalmente nesse contexto político. É fundamental que aqueles que discordam do discurso de morte venham anunciar a paz, como Jesus faria”, completou Taísa.

    Católicos

    O padre Lázaro Muniz, pároco da Santa Cruz, falou sobre o perigo da omissão.

    “Quando uma religião é atingida pelo mal, temos que ajudar. Se um irmão é atingido hoje, um dia pode ser eu. E ser omisso é colaborar com aqueles que praticam o mal”, refletiu o padre.

    Candomblé

    Um dos organizadores da caminhada disse que os ataques religiosos estão ligados ao racismo.

    “Esses ataques são um fenômeno do racismo, porque é uma religião do povo negro”, disse o ogã do Terreiro do Bogum e um dos organizadores da caminhada, Edmilson Sales.

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    Priscila e Taísa na caminhada – Foto: Mauro Akin Nassor/Correio

    Homenagem

    Makota Valdina, que morreu em março, foi lembrada durante todo o trajeto.

    Ela foi homenageada com cânticos e dizeres no Largo do Engenho Velho, perto de onde ela morava.

    Makota e Mãe Val de Ayrá começam o movimento há 15 anos com meia dúzia de pessoas batendo palmas pelas ruas.

    A caminhada saía de um posto de gasolina na Avenida Cardeal da Silva e retornava até terreiro do Cobre.

    Desde aquela época elas pediam o fim dos ataques religiosos cometidos na região.

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