Imagem: Adevair Cabral chorando
Vereador Adevair Cabral chorando na tribuna – Foto: reprodução

A investigação preliminar do Ministério Público Estadual (MPE) contra o vereador por Cuiabá, Adevair Cabral (PSDB), denunciado anonimamente por suposta exploração sexual contra menores e favorecimento da prostituição, foi arquivada na última terça-feira (5). A determinação partiu do promotor de Justiça, Luciano Freiria de Oliveira, da Sede das Promotorias de Justiça de Várzea Grande.

Após denúncia anônima no final de agosto de 2017, a investigação se arrastava no MPE e somente depois de vir à tona na semana passada em matérias publicadas pela imprensa é que o MPE decidiu arquivar o caso. Oficialmente, o órgão fiscalizador não repassou detalhes, sob argumento de tratar-se de um caso sob sigilo.

Conforme o MPE, após ter recebido denúncia anônima via Ouvidoria em 2017, requisitou investigações preliminares da Polícia Civil e não chegou a ser instaurado inquérito. Após a conclusão das diligências o caso voltou para análise da Promotoria de Justiça.

Além de Adevir, a denúncia envolvia também Jaburitã Francisco Nunes e a Associação dos Servidores da Prefeitura de Cuiabá, conhecida como “Clube Aspe”, onde os crimes teriam ocorrido.

Adevair Cabral é o fundador da Aspe e já presidente do clube que fica no bairro Guarita II, em Várzea Grande (MT) e costuma ser arrendado por particulares. No procedimento investigatório, o local era citado como possível “casa de prostituição”.

Na Câmara de Vereadores, Adevair se defendeu afirmando ser vítima de uma “grande perseguição política”. Afirmou que seu nome só foi citado na denúncia porque ele foi presidente do clube por uma época, mas apresentou documentos de seu afastamento desde junho de 2016. Ressaltou ainda que nunca foi ouvido pela Polícia Civil e nem pelo Ministério Público.

Agora, no documento que impõe o arquivamento do caso, o promotor Luciano Oliveira afirma que “a denúncia anônima restou isolada. Sendo assim, não há provas suficientes sequer para a instauração de inquérito. “Portanto, com fundamento no art. 18 do CPP, o Ministério Público promove o arquivamento dos autos (SIMP nº  002663-005/2017), em virtude da falta de justa causa, e pugna por sua homologação”, diz trecho do auto de investigação preliminar.

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