Imagem: Eduardo Botelho
Deputado Eduardo Botelho – Foto: divulgação/assessoria

Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) classificou como um retrocesso a proposta do Governo Federal que pode extinguir 34 municípios mato-grossenses com menos de 5 mil habitantes e arrecadação inferior a 10% da receita total. O democrata diz ter “convicção” de que o assunto não passa no Congresso Nacional.

Botelho, no entanto, observa que a classe política do Estado que é contrária à proposta deve se mobilizar desde agora para se aprofundar no assunto. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi apresentada pelo Governo Federal ao Senado na última terça-feira (5) e já divide opiniões entre políticos, empresários e a população de um modo geral. Em âmbito nacional, pode afetar até 1.254 municípios brasileiros a partir de 2025.

Para Mato Grosso, na avaliação do presidente da Assembleia, não haverá vantagens. “Eu acho que para nós é muito ruim, para Mato Grosso é ruim. Nós somos um Estado muito longínquo, temos muitos municípios pequenos” pontua Botelho ao lembrar que a medida, se vier a ser colocada em prática pode atingir mais de 30 municípios mato-grossenses.

“Mas temos que mobilizar com nossa bancada federal, com nossos deputados federais, nossos senadores e acho que isso não vai prosperar dentro do Congresso, eu tenho essa convicção”, observa o parlamentar.

Quanto aos impactos econômico nas cidades maiores que deverão absorver as vizinhas menores, Botelho também avalia que serão inevitável. “Não resta dúvida que vai ter um impacto muito garante. Nós lutamos para criar esses municípios, já estão estruturados e funcionando. Acabar com esses municípios hoje seria um retrocesso”, diz.

Por fim, ele pontua que a maioria dos deputados federais e senadores que representam os 26 estados e mais o Distrito Federal, pois todos serão afetados pela PEC, não vão permitir que ela seja aprovada. “Eu acredito que o Congresso vai ter sensatez, vai ter sensibilidade e não vai aprovar isso”, opina.

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