Imagem: pessoas escrevendo no computador
Foto: reprodução

O projeto social Redes, criado há um ano para oferecer qualificação profissional e oportunidades de emprego a jovens e pessoas com deficiência em Rondonópolis, no Mato Grosso, reunir na manhã desta quarta-feira (6), em um Hotel de Rondonópolis, quem já foi beneficiado pela iniciativa e responsáveis pelo projeto para apresentação dos principais resultados até o momento.

Além de apresentação dos resultados, foi lançado o site oficial( www.soupartedoredes.org ) para cadastro de currículos e divulgação de vagas de emprego, cursos e treinamentos, com o objetivo de ampliar ainda mais a abrangência do projeto Redes. Os participantes tiveram acesso ao cronograma com as próximas atividades do projeto e a oportunidade de assistir a palestra sobre Diversidade para Empresas e Políticas Públicas, ministrada por Guilherme Bara, um dos principais especialistas do assunto no Brasil.

O projeto Redes é resultado da união de mais de 50 instituições, entre as maiores empresas que atuam na região, organizações do terceiro setor, instituições de ensino e poder público, e surgiu da necessidade de fazer cumprir duas leis importantes para o desenvolvimento econômico e a inclusão social na cidade: Lei da Aprendizagem, que determina que todas as empresas de médio e grande porte devem contratar de 5% a 15% de jovens entre 14 e 24 anos; e a Lei para PcDs, que garante a inclusão no mercado de trabalho de pessoas com algum tipo de deficiência.

Desde as primeiras ações, quase três mil pessoas já foram envolvidas em ações que vão de rodas de conversa e visitas técnicas para sensibilização da população palestras a seminários e feira de empregabilidade. “Esse é um dos maiores movimentos em prol do desenvolvimento social e econômico e de inclusão em Rondonópolis. Estamos conseguindo mobilizar a comunidade local e comprovar que, com a união de todos, construiremos uma nova história para a cidade e um futuro com mais oportunidades para todos, sem discriminação”, explica Claudia Calais, diretora executiva da Fundação Bunge, uma das instituições idealizadoras do projeto.

No ano passado, uma pesquisa encomendada pela Fundação Bunge com 46 empresas de médio e grande porte que atuam na cidade, nos setores de Comércio, Indústria e Serviços, revelou os desafios da região para aumentar a oferta de emprego. Mais da metade delas, 53%, afirmou que nunca ou raramente encontra profissionais qualificados para as vagas disponíveis. No caso de contratação de pessoas com deficiência, 55% levam mais dois meses dias para encontrar um candidato apto. Já entre os jovens, a contratação esbarra na falta de competências técnicas e comportamentais.

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