Imagem: Romoaldo Júnior
Deputado Romoaldo Júnior – Foto: divulgação

Por maioria dos votos, o Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) condenou o deputado estadual Romoaldo Júnior (MDB) a dois anos e três meses de prisão e o inabilitou a exercer cargo ou função pública.

A condenação foi imposta nesta quinta-feira (28) no julgamento de uma ação penal proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) por causa de fatos relativos ao período em que Romoaldo era prefeito de Alta Floresta (MT).

Romoaldo foi processado e condenado pelos crimes de de desvio de bem público em proveito alheio e falsidade ideológica juntamente com os réus Ney Garcia Almeida Teles e Paulo Cesar Moretti.

Consta na peça acusatória que na condição de prefeito de Alta Floresta em 2001, Romoaldo Júnior autorizou licitações para alienação de lotes urbanos pertencentes ao Município. E um desses lotes, foi vendido a Valter Luiz Kokudai sem processo licitatório. Ney Almeida era secretário de Finanças e autorizou a venda irregular.

Na prática, segundo o MPE, quem ficou com o imóvel sem pagar o devido valor ao município, foi o empresário Paulo Cesar Moretti, dono da empresa MQS Engenharia. Valter era sócio da empresa, mas na época da aquisição do lote, já tinha se desligado da empresa. Para os magistrados, Romoaldo sabia da fraude na licitação para dar ares de legalidade à doação do terreno ao empresário.

Cabe recurso contra a decisão do TJ e Romoaldo já informou que vai recorrer, pois afirma ser inocente e contesta tanto a denúncia quanto a condenação.

Nas eleições de 2018, Romoaldo Júnior não conseguiu ser reeleito para mais um mandato de deputado, ficando apenas na suplência. De todo modo, ele vem exercendo mandato eleito na vaga de Allan Kardec (PDT) que se licenciou para ocupar a função de secretário estadual de Cultura, Esporte e Lazer.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.