17 de setembro de 2020
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    Brasil se mantém em 2º no Pan após doping

    Imagem: Rafaela
    Judoca Rafaela Silva perdeu ouro pan-americano- Foto: Divulgação

    A organização dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019 atualizou na última sexta-feira (27) o quadro de medalhas do evento, com as atualizações decorrentes dos casos de doping. O Brasil perdeu três medalhas, mas manteve-se na segunda colocação, com 168 pódios, a melhor campanha do país na história.

    Os resultados anulados do país foram o ouro de Rafaela Silva na categoria até 57kg do judô, a prata de Andressa de Morais, no lançamento de disco do atletismo, e o bronze da equipe masculina de velocidade do ciclismo de pista, devido ao resultado analítico adverso de Kacio Freitas.

    Os países que mais se beneficiaram com os casos de doping foram a Argentina, que subiu do sexto para o quinto lugar, e a República Dominicana, que saltou do décimo para o nono. O Peru, país-sede, ganhou dois bronzes, mas permaneceu em décimo.

    As mudanças foram aprovadas durante uma reunião do Comitê Executivo da Panam Sports, em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, na semana passada.

    “Fomos muito cuidadosos com a questão do doping nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, respeitando todos os protocolos e processos correspondentes. Após a reunião do Comitê Executivo, aprovamos oficialmente as decisões da Comissão Disciplinar e as desclassificações dos atletas envolvidos, o que gerou as mudanças que estamos relatando hoje. Com isso, fechamos oficialmente o quadro de medalhas dos nossos Jogos”, informou o secretário-geral de Esportes da Panam, Ivar Sisniega.

    O Pan de Lima registrou 15 casos de doping. Ao todo, 1.905 amostras foram colhidas de atletas durante os Jogos. Nove pódios e uma vaga olímpica foram realocados. O Brasil não perdeu vagas olímpicas.

    Os Estados Unidos terminaram na liderança do quadro geral, com 293 pódios.

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