Imagem: Abilinho e Emanuel Pinheiro
Abilinho e Emanuel Pinheiro – Fotos: assessoria/ Welington Sabino / AGORA MATO GROSSO

A relação turbulenta entre o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o vereador de oposição, Abílio Brunini Junior, o Abilinho (PSC), começa a ganhar proporções maiores alcançando outras instituições como a Polícia Civil e Governo do Estado, respingando no governador Mauro Mendes (DEM). Denúncias já foram formalizadas junto ao Ministério Público Estadual (MPE) e agora na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Na manhã desta segunda-feira (2), o prefeito buscou o Legislativo Estadual e protocolou uma denúncia afirmando que está sofrendo “perseguição política” que ele atribui a integrantes da diretoria da Polícia Civil.

Pinheiro suspeita que a pressão contra delegados para investigarem a denúncia da servidora da Saúde de Cuiabá, Elizabete Maria de Almeida, sobre suposta armação entre vereadores da base governista (apoiadores de Emanuel ) e possível compra de votos para cassar o mandato de Abilinho na Câmara, tenha partido do governador Mauro Mendes.

Na semana passada (26 de novembro), Elizabete foi ouvida na Comissão de Ética do Legislativo Cuiabano e alegou ter participado de uma festa na casa do vereador Juca do Guaraná Filho (Avante) entre a noite do dia 21 de novembro e a madrugada do dia 22, na qual Emanuel estaria presente e oferecendo dinheiro a vereadores para votarem pela cassação de Abilinho.

Diante da gravidade da denúncia, os integrantes da Comissão de Ética protocolaram uma denúncia-crime junto à Delegacia Fazendária (Defaz) e ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco). Agora, Emanuel Pinheiro alega que delegados que atuam na Defaz estão sendo pressionados a levar a investigação adiante para prejudicá-lo politicamente.

Pinheiro alega que o delegado-geral da Polícia Civil, Mário Demerval, estaria pressionando os delegados Anderson Veiga e Lindomar Toffoli, para “agilizarem” a investigação da suposta compra de votos dos parlamentares ocorrida na casa do vereador Juca do Guaraná.

O PORTAL AGORA MATO GROSSO apurou que a denúncia do prefeito foi apresentada ao presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM) e à vice-presidente da Casa, Janaina Riva (MDB).

Ele denuncia um possível uso ilegal da máquina do Estado para prejudicá-lo politicamente e afirma que ação envolveria a Delegacia Fazendária. No documento, Pinheiro solicita investigação sobre o caso e pede que as testemunhas sejam convocadas para o esclarecimento dos fatos.

Emanuel reforça que recebeu a denúncia de “pessoas idôneas e que, indignadas com a situação, resolveram denunciar a ação que seria, no mínimo, imoral e ilegal, lembrando o caso da Grampolândia Pantaneira”.

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.