26 de setembro de 2020
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    ANTES DO RECESSO

    ‘Carrasco’ de Selma pede ao TSE rapidez na publicação de acórdão para afastar senadora

    Advogado Sebastião Carlos, autor da ação que cassou o mandato de Selma Arruda cobra publicação do acórdão antes do recesso do judiciário

    Imagem: Sebastião CarlosAutor da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que fez a senadora Selma Arruda (Podemos) ter o registro cassado junto com toda a chapa, o advogado e ex-candidato ao Senado, Sebastião Carlos Gomes de Carvalho (Rede), voltou a provocar a Justiça Eleitoral contra a juíza aposentada.

    Agora, com uma petição protocolada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo celeridade na publicação do acórdão do julgamento que confirmou cassação do mandato da senadora no dia 10 deste mês.

    Ao PORTAL AGORA MATO GROSSO, Sebastião Carlos explicou que seu advogado ingressou com a petição “porque vai haver o recesso do Judiciário e enquanto não for publicado o acórdão a sentença não tem efeito”.

    Selma foi condenada à perda do mandato por crime de caixa 2 e abuso de poder econômico nas eleições de 2018 ao gastar mais de R$ 1,2 milhão fora do período autorizado pela Justiça Eleitoral e sem declarar tal valor em sua prestação de contas oficial da campanha.

    Imagem: Selma Arruda
    Senadora cassada, Selma Arruda – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Ela sempre negou a prática dos delitos, mas foi condenada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) em 10 de abril deste ano. Na semana passada o TSE referendou decisão colegiada da corte eleitoral mato-grossense. Para aos magistrados, as provas contidas nos autos não deixam dúvidas sobre a prática dos crimes eleitorais.

    Foi determinada a realização de uma nova eleição dentro de 40 dias para preencher a vaga. Por enquanto, a senadora continua no cargo até a publicação do acórdão.

    E, diante do término do ano e a proximidade do recesso do judiciário, a defesa de Sebastião Carlos ingressou com a petição no mesmo recurso que já tramita no TSE, no qual seis ministros votaram pela cassação, por realizar novo pleito suplementar e por deixar Selma Arruda inelegível por oito anos.

    A punição se aplica ao primeiro suplente dela, o produtor rural Gilberto Eglair Possamai, autor de um “empréstimo” ilegal no valor de R$ 1,5 milhão para Selma, valor que foi usado na pré-campanha para alavancar o nome da juíza aposentada e de toda chapa composta ainda pela segunda suplente Clérie Fabiana Mendes.

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