22 de setembro de 2020
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    EXONERAÇÃO

    Delegada condenada por justiça de Rondonópolis é exonerada pelo governo

    O ato do Governo atende a uma determinação da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Rondonópolis

    Imagem: Anaíde Barros
    Delegada Anaíde Barros estava de plantão no dia – Foto: Assessoria

    O governador Mauro Mendes (DEM) determinou a perda do cargo público da delegada da Polícia Civil, Anaíde Barros. A perda da função é retroativa ao dia 28 de fevereiro deste ano.

    O ato do Governo atende a uma determinação da Primeira Vara Especializada da Fazenda Pública de Rondonópolis, publicada em outubro deste ano.

    A servidora foi condenada em 2012 por improbidade administrativa por ter avisado um empresário em operação contra pirataria. A publicação circula no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (13).

    O CRIME

    Em dezembro de 2005, uma equipe policial realizou uma operação no ‘camelódromo’ da cidade e apreendeu vários materiais falsificados, entre eles, CDs e DVDs falsificados.

    O material pertencia a Nivaldo dos Santos que procurou Anaíde por conhece-la.

    Ela, segundo consta nos autos, teria o orientado a comprar produtos iguais, porém originais, para que ela realizasse a troca antes da perícia que constataria o crime.

    CONDENAÇÃO 

    A delegada foi condenada, em 2012, por improbidade administrativa por usar do cargo público para praticar ato “ilegal” e “arbitrário”. Ela está lotada atualmente na Delegacia Especializada do Adolescente, em Cuiabá.

    O juiz Francisco Rogério Barros intimou à delegada e o empresário Nivaldo Duque dos Santos para que paguem multa civil de R$ 71.615,44 e R$ 77.242,66, respectivamente.

    O magistrado ainda determinou que as prefeituras e Câmaras de Cuiabá e Rondonópolis, o Estado e a União sejam comunicados sobre a proibição de contratação dos condenados com o Poder Público, receber benefícios fiscais ou creditícios.

    Ele ainda cita que a Justiça Eleitoral já foi comunicada da suspensão dos direitos políticos de ambos por três anos e que os nomes deles estão inseridos no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por ato de improbidade administrativa.

    ATO PUBLICADO 

    Imagem: cats

     

     

     

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