17 de setembro de 2020
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    PROBLEMAS RENAIS

    Elefanta Ramba morre após 2 meses no santuário em Chapada dos Guimarães

    O santuário de elefantes localizado em Chapada dos Guimarães (MT) anunciou, através de um post no Instagram, a morte da elefanta Ramba, penúltima a desembarcar em Chapada há dois meses. Última elefanta de circo do Chile, ela que tinha cerca de 56 anos e pesava mais de seis toneladas. O animal chegou em Mato Grosso no dia 18 de outubro e morreu na tarde desta quinta-feira (26).

    Imagem: elefanta ramba
    Elefanta Ramba – Foto: reprodução/Instagram

    O post diz que Ramba foi diagnosticada com doença renal. “Nossa vovó teimosa, linda e maior que a própria vida, não tinha mais forças para lutar contra seus problemas renais. Tínhamos muita esperança que ela conseguisse viver por mais um ano, no mínimo”, afirma.

    Rana e Maia, as outras duas elefantas que vivem no local, estavam no galpão sem Ramba.”Isso acontecia sempre, Ramba gostava de explorar mais que Rana e, ocasionalmente, retornava à pastagem para um bom banho de lama pela manhã, enquanto Rana ficava próxima ao galpão antecipando o horário do café da manhã. Saímos para encontrá-la e a descobrimos em um dos seus lugares favoritos, o recinto número 4, além do riacho. Ela parecia estar dormindo”, diz. Veja a nota na íntegra no final da matéria.

    Quando Ramba estava a caminho de Mato Grosso, o governador Mauro Mendes (DEM) chegou a anunciar que cobraria cerca de R$ 50 mil em Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), por conta da “importação” da elefanta.

    No entanto, o juiz da 1ª Vara Cível de Chapada dos Guimarães, Leonísio Salles de Abreu Júnior, concedeu liminar ao Santuário vedando a cobrança por parte do Estado. O magistrado argumentou que em termos práticos, a elefanta não foi adquirida pela entidade. Tampouco, lhe pertence em termos patrimoniais, para que seja considerada como mercadoria ou bem adquirido onerosamente para fins de importação.

    A historia

    Ramba foi resgatada de um circo no Chile, onde sofria maus-tratos. O animal passou 40 anos servindo a circos do Chile e sendo forçada a obedecer e participar de ‘espetáculos’. No circo, ela chegou a ser alimentada com ração de cachorro.

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    É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de Ramba. Nossa vovó teimosa, linda e maior que a própria vida, não tinha mais forças para lutar contra seus problemas renais. Ainda que após a necropsia tenhamos mais detalhes, sua morte, apesar de dolorosa, não nos surpreendeu tanto. Quando Ramba foi diagnosticada com doença renal, ainda no Chile, há sete anos, tínhamos muita esperança que ela conseguisse viver por mais um ano, no mínimo. Milagrosamente esse ano transformou-se em sete, dando-lhe forças que a ajudaram a chegar ao Santuário. Parece que os elefantes possuem um conhecimento profundo e inexplicável sobre a vida. Prometemos, repetidas vezes, que ela viria para o Santuário e ela lutou para chegar até aqui. Aqui encontrou uma alegria gigantesca, conseguiu explorar como sempre desejara e descobriu o sentido da verdadeira amizade. Talvez fosse tudo o que ela precisava e merecia. Ela se entregou à sua nova vida mas, no processo, parece que desistiu de lutar. Ela estava cansada. Na manhã de quinta-feira, 26 de dezembro, Rana e Maia estavam no galpão sem Ramba. Isso acontecia sempre, Ramba gostava de explorar mais que Rana e, ocasionalmente, retornava à pastagem para um bom banho de lama pela manhã, enquanto Rana ficava próxima ao galpão antecipando o horário do café da manhã. Saímos para encontrá-la e a descobrimos em um dos seus lugares favoritos, o recinto número 4, além do riacho. Ela parecia estar dormindo. Sua morte deve ter sido repentina pois a grama ao seu redor estava intocada. Apenas um lindo elefante, deitado em um belo pasto, os olhos suavemente fechados e o rosto doce, tão calmo como costumava ser. Como não sabíamos se Rana tinha a percepção do que acontecera, a levamos de volta para sua irmã. Sentimos que não sabia, porque quando se aproximou de Ramba arregalou seus olhos, a cheirou profundamente, repetidas vezes e depois murmurou baixinho, também, repetidamente. Cheirou e tocou todo o corpo de Ramba parecendo tentar entender o que tinha acontecido. Após vários minutos ela ficou quietinha e permaneceu ao lado de Ramba, pastando. E ali ficou, o resto do dia ao lado da amiga. * Continuação do texto nos comentários 👇

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