Chapeiro de 27 anos teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil nesta segunda-feira (30), após a mulher, que possui medidas protetivas contra ele, acionar o botão do pânico. O suspeito, que já foi condenado por homicídio e tráfico de drogas, atirou contra a casa da vítima e disse que medida protetiva “não daria em nada”. Ele queria reatar o casamento.

De acordo com a Polícia Civil, o agressor é investigado por descumprimento de medida protetiva de urgência, ameaça e lesão corporal. De acordo com as investigações, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e já foi preso em outras ocasiões devido às agressões praticadas contra a vítima.

Em uma das ocorrências, o acusado efetuou três disparos de arma de fogo na residência da vítima para obrigá-la a reatar o relacionamento. O nome do suspeito não foi divulgado pela PJC.

Segundo a delegada, Nubya Beatriz Gomes dos Reis, ao receber a notificação de medida protetiva o investigado teria dito “Isso não vai dar em nada, não” e nesta segunda-feira (30), fez uma nova ameaça por mensagem dizendo: “Pode acreditar, vou matá-la”.

“Durante as oitivas ficou demonstrado que o suspeito ameaçava tirar a vida da vítima a todo instante”, disse a delegada. O suspeito foi encaminhado à audiência de custódia na Capital onde teve a prisão mantida pelo juiz plantonista.

Feminicídio 

Imagem: Sem título
Dayane Mendonça Comunello e Daiany Tatsch Gorget Duarte foram assassinadas pelos ex-maridos

A semana iniciou com duas mulheres assassinadas em Várzea Grande (MT). A suspeita é de envolvimento de ex-maridos em ambos os crimes. Na madrugada de segunda-feira (30), Daiany Tatsch Gorget Duarte, 25 anos, foi assassinada com tiros na cabeça, dentro de casa onde estavam os filhos menores de 7, 3 e um ano de idade.

Ainda pela manhã, o corpo da vendedora Dayane Mendonça Comunello, 33, foi localizado seminu, no chão de seu quarto, no bairro Jardim Paula 2. Havia sinais de morte violenta com diversos ferimentos na cabeça. A Polícia foi acionada depois que ela não apareceu para abrir a loja em que trabalhava em um shopping.

Ambas estavam separadas e tinham registrado queixas contra os ex-maridos por ameaças.

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