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Última unidade visitada foi o Centro de Ressocialização de Várzea Grande – Foto: assessoria/Sesp-MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizou neste final de semana, visitas de correição nas cinco unidades penais de Cuiabá e Várzea Grande. O juiz Geraldo Fidelis Fernandes Neto, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) percorreu as unidades para averiguar as condições que se encontram. Além de verificar a infraestrutura, o objetivo da visita também foi avaliar o tratamento dispensado dos detentos.

Imagem: Sistema Prisional
Presos aproveitam a presença do Juiz para fazer reclamações – Foto: assessoria/Sesp-MT

No caso do Centro de Ressocialização de Várzea Grande (CRVG), também conhecido como Capão Grande, a grande dificuldade são as visitas. As famílias da maior parte dos detentos moram no interior e têm dificuldade em comparecer nos dias de visita.

Durante a semana, Geraldo Fidelis visitou também a unidade prisional feminina Ana Maria do Couto May e às masculinas Penitenciária Central do Estado (PCE), Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) e Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC). Em cada local conversou com presos, diretores e com agentes prisionais.

Nesses locais o juiz observou a falta de ventilação e defendeu a instalação de aparelhos que possam promover a troca de ar dentro das celas e condições de respirar. Também defendeu o investimento na qualidade de trabalho para os servidores.

“Toda a vez que entro em qualquer unidade, há sete anos, encontro pessoas que reclamam do excesso de prazo. Recebo todas as queixas e vou para o gabinete e verifico que não é bem assim, mas eu falo para eles que não estou aqui para prometer liberdade para ninguém, estou aqui prometendo que vou estudar o processo. Esse acesso com eles (reeducandos) é muito importante porque explica, elucida, tira a tensão. Então, essa presença do Poder Judiciário dentro das penitenciárias é fundamental, tem que ser o mais perto possível deles”, enfatizou Fidelis.

Os presos aproveitaram o contato direto com o magistrado para entregar os ‘bereus’, que são os bilhetes com pedidos para serem levados ao gabinete e analisados. Os detentos também solicitaram melhoria no atendimento médico e psicológico dentro das unidades.

“Acompanhamos in loco toda a movimentação das unidades prisionais para saber quais são as deficiências que nós temos e vamos buscar aprimorar elas. A correição apura situações desde a estrutura física, arquivo, atendimento médico, trato do servidor com o recluso. Nossa missão como agente penitenciário é a disciplina e segurança na unidade”, relata.

As reivindicações e situações registradas dentro das unidades terão encaminhamento e serão avaliadas.

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