22 de setembro de 2020
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    Médicos brasileiros fazem videocirurgia inédita e retiram câncer de pulmão

    Imagem: cirurgia inedita
    César Penaloza, Fernando Zylberstejn, André Amate, Tales de Nadai, Karla Aguado e Daniele Lourenço Foto: ACI-Famesp/Divulgação

    Graças a uma técnica inédita, uma paciente com câncer de pulmão não precisou sequer fazer quimioterapia. Uma equipe do Hospital Estadual – HE – de Bauru realizou a cirurgia para retirada do tumor pela chamada lobectomia pulmonar, por videocirurgia.

    O procedimento, menos invasivo, é indicado para tratamento definitivo da doença, quando em estágio inicial.

    A paciente, uma moradora de Bauru de 65 anos, foi operada em 7 de novembro, já recebeu alta, mas o caso só foi divulgado na última quinta, 12 de dezembro.

    Segundo o professor doutor Tales Rubens de Nadai, um dos médicos cirurgiões do HE responsáveis pela cirurgia, a paciente não precisou da quimio ou da radioterapia. Ela apresenta evolução satisfatória e segue em atendimento ambulatorial oncológico.

    O procedimento durou cerca de duas horas e foi no centro-cirúrgico do HE, unidade de saúde sob gestão da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar – a FAMESP.

    Além de Nadai, participaram do procedimento o médico cirurgião André Amate Neto, a instrumentadora Karla Danieli Genaro Aguado, o anestesista Fernando H. M. de Carvalho Zylberstejn e o residente de cirurgia César Saul Quevedo Penaloza.

    Menos invasiva

    Na técnica de videocirurgia ou videotoracoscopia, o cirurgião faz uso de microcâmeras para visualização do órgão que vai receber o procedimento.

    Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, que traz vantagens para o paciente como recuperação mais rápida e menos dolorosa, além de menor tempo de internação para cuidados pós-operatórios.

    A cicatriz também é menor se comparada ao procedimento tradicional, que requer uma abertura maior da cavidade torácica.

    “A indicação deste procedimento é para câncer de pulmão em estágios iniciais: 1 e 2. O padrão ouro do tratamento estabelece que, se for do lado direito, é retirado um terço do órgão e, se for do lado esquerdo, metade do órgão”, detalha Nadai.

    A equipe treinada para fazer este tipo de procedimento começou a atuar no HE no mês passado e a expectativa é de que outras cirurgias iguais a esta sejam realizadas dentro hospital.

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