19 de setembro de 2020
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    Os jovens, a privacidade e a mudanças mundiais

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    Foto: reprodução

    O mundo está a mudar e seria expectável que, perante toda a informação disponível, os direitos humanos estivessem a tornar-se mais prevalecentes. Ainda assim, no que respeita ao direito à privacidade, a realidade a que assistimos é outra. Os jovens parecem dispostos a abdicar deste direito e alguns governos aproveitam o digital para minorar a liberdade humana. Venha saber os maiores problemas relacionados com a privacidade nos dias de hoje.

    A liberdade do indivíduo e a privacidade são direitos estipulados pela carta universal. Ainda assim, a realidade a que se assiste, em plena era digital, tem feito com que esta realidade seja grandemente questionada.

    Os novos meios tecnológicos, potenciados pela rapidez do mundo digital, fazem com que quase todos tenhamos o celular permanentemente em nossas mãos e estejamos, de forma permanente, conectados a todo o tipo de informação. Desta realidade faz ainda parte o acesso à mídia social e a partilha voluntária de vários aspetos que fazem parte dos nossos dias e da nossa intimidade.

    As potenciais limitações às quais esta partilha e esta exposição podem levar, no que respeita à privacidade, têm sido grandemente estudadas por especialistas de áreas tão distintas como a sociologia, a medicina e a psicologia, embora as consequências efetivas possam apenas, por agora, ser imaginadas.

    Esta redução da privacidade, feita voluntariamente por quem se expõe nas redes, no entanto, não é a única forma como se sente o esbater deste direito nas sociedades atuais.

    Venha saber mais sobre a privacidade no século XXI.

    O mundo no esbater da privacidade

    O ser humano tem-se mostrado, nos termos da psicologia, cada vez mais voyeurista e isto tem feito proliferar aquilo que conhecemos como reality TV e que pode ser exemplificado com programas bem conhecidos do povo brasileiro, como o Big Brother Brasil (BBB).
    As nossas televisões enchem-se de momentos que colocam a questão da privacidade no centro das atenções, sem que nos apercebamos. E, de forma mais preocupante, as nossas ruas, teatros ou espaços comerciais, fazem de cada um de nós personagem de um BBB mais realista, havendo vigilância permanente, alegadamente destinada à proteção dos indivíduos.

    Esta realidade está a tornar-se tão concreta que, hoje, assistimos a propostas governamentais como o sistema de crédito social chinês, onde a vigilância atinge novos limites.

    Torna-se, assim, necessário compreender melhor qual o caminho da privacidade na era digital.

    O esbater voluntário da privacidade individual

    Embora as câmaras de vigilância e a sensação de estar constantemente a ser observado possam ser modeladores da ação humana, no mundo ocidental, os maiores agentes na redução deste tipo de liberdade parecemos ser nós mesmos.
    O desejo de integração e aceitação faz com que muitas pessoas mantenham redes sociais e partilhem, nesta mídia, vários elementos que contribuem para a redução do seu próprio direito à privacidade.

    Esta exposição dos nossos dias, incluindo aspetos como as nossas escolhas e a nossa localização fazem com que se crie um sentimento de constante vigilância, que pode reduzir as nossas opções e a nossa liberdade.

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