26 de setembro de 2020
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    PJC fecha ano com 1.110 inquéritos concluídos de roubo e furto de veículos

    Trabalho investigativo da Polícia Civil resultou neste ano na restituição de 1.082 veículos produtos de furto e roubo e apreensão de outros 929, além da conclusão de 1.110 inquéritos remetidos à justiça em ações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva). Os números são referentes a ocorrências criminais registradas nas duas maiores cidades do estado, Cuiabá e Várzea Grande.

    Os trabalhos investigativos da delegacia especializada, que coordenou 11 operações voltadas ao esclarecimento de crimes de roubos e furtos de veículos, resultaram também na instauração de 639 inquéritos policiais, prisões em flagrante de 92 pessoas e outras 50 presas por mandados; apreensão de 198 armas e 31 quilos de drogas.

    Entre as ações desencadeadas pela Derrfva neste ano destacam-se a Operação Cartorium, que realizou diversas fases para efetivar as diligências de inquéritos policiais em trâmite ou finalizados, com foco em crimes de roubos de veículos na região metropolitana. Em uma das fases, ocorrida em outubro, equipes da delegacia cumpriram mandados de prisão contra suspeitos identificados pela prática de roubo majorado. Entre os presos estava um casal investigado pela prática por roubo tendo como alvos motoristas de aplicativos, na região de Várzea Grande. O homem já estava preso na Penitenciária Central do Estado e coordenava as ações com a esposa de dentro da unidade prisional.
    Apáte

    Deflagrada em agosto, a operação Apáte cumpriu mandados de busca e apreensão contra uma associação criminosa especializada em fraudes contra seguradoras de veículos. A ação resultou na apreensão de quatro veículos, sendo três caminhonetes e uma motocicleta, além de uma pessoa presa em flagrante pelo crime de receptação.

    A investigação da delegacia investigou crimes de estelionato, receptação, uso de documento falso, adulteração de sinal identificador de veículo e comunicação falsa de crime. As investigações iniciaram com intuito de coibir crimes efetuados pela organização criminosa, especializada em fraudar seguradoras. Segundo as investigações, o grupo simulava crimes de roubos e furtos, percebendo remuneração ilícita do valor do contrato de seguro, adulterando posteriormente os veículos (dublê).
    Fábrica de documentos falsos

    Em fevereiro, investigação da Derrfva resultou nas prisões de integrantes de uma organização criminosa que atuava no comércio, adulteração de veículos e documentos públicos. O grupo criminoso agia a mando de presos da Penitenciária Central do Estado e com eles foram encontradas dezenas de cédulas de documentos de veículos, a maioria em branco; placas de veículos, notebooks, cartões de bancos, fotos avulsas 3×4, cédulas de identidades e de carteira de CNH, além de 30 quilos de maconha e ferramentas usadas para falsificação de documentos públicos que eram usados para “esquentar” veículos e na aplicação de golpes diversos.

    A quadrilha atuava em roubos de veículos, em especial, caminhonetes, que eram adulteradas e atravessadas para a Bolívia, retornando ao Brasil na forma de entorpecentes, que por sua vez, seguiam para distribuição em pontos de drogas (bocas de fumo) da Grande Cuiabá.

    Rentallis

    A operação deflagrada em agosto deste ano teve objetivo de combater uma associação criminosa especializada na subtração de veículos de empresas locadoras e no encaminhamento dos automóveis à Bolívia, bem como reprimir a lavagem de dinheiro e valores auferidos com as atividades ilícitas.

    Segundo as investigações da Derrfva, os envolvidos firmavam contratos de locações de veículos junto a empresas do ramo, e após subtraírem os automóveis, conduziam os veículos para entrega a criminosos na Bolívia. Em Mato Grosso, a maioria dos veículos furtados pelos criminosos era camionetes, dos modelos Hilux e Amarok, por exemplo.

    Em uma das ações da quadrilha, os envolvidos tentaram furtar um automóvel Mercedez Benz, avaliado em R$ 150 mil reais, que seria levado para a Bolívia, mas foi recuperado a tempo na cidade de Cáceres. As investigações apontam que a associação criminosa atuava nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

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