Imagem: evangélicos lotam galerias da Câmara de Cuiabá
Evangélicos lotaram as galerias da Câmara em apoio ao projeto – Foto: assessoria

Com as galerias da Câmara de Cuiabá lotadas por dois grupos com interesses diferentes, o projeto de lei que pretende criar um novo feriado municipal para comemorar o “Dia do Evangélico” foi retirado da pauta durante sessão extraordinária na manhã desta sexta-feira (27).

De autoria do vereador Marcrean dos Santos (PRTB), o projeto é rechaçado por comerciantes e empresários que se uniram contrários à criação de mais um feriado. Eles alegam que isso significa prejuízo de milhões de reais para a economia da Capital.

“Os feriados causam grande impacto nos negócios das empresas e na economia do município, já que no feriado o empresário se obriga a pagar horas extras e outros dispêndios previstos na legislação. O comércio precisa continuar gerando emprego e renda e, para isso, contamos com a ajuda dos nossos vereadores”, ressaltou, na semana passada, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC), Jonas Alves.

Imagem: comerciantes e membros da Fecomércio na Câmara
Representantes da Fecomércio-MT também estiveram na Câmara fazendo pressão contra o projeto – Foto: assessoria

Nesta sexta-feira, membros da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e representantes de outras entidades empresariais marcaram presença na Câmara de Vereadores, todos se posicionando contra o projeto de lei do vereador Marcrean.

Diante da pressão vinda de ambos os lados, o próprio autor retirou o projeto da pauta e justificou sua decisão. “Fui chamado por alguns vereadores que me pediram para retirar. Pois o momento não era oportuno. Entendendo que nós trabalhamos entre um colegiado, com companheiros e amigos decidi atender os vereadores neste momento. Vamos aguardar ano que vem”, disse Marcrean.

Imagem: Marcrean Santos
Vereador Marcrean Santos – Foto: Rafael Medeiros / AGORA MATO GROSSO

Ponderou, no entanto, que em 2020 o projeto volta ao plenário para ser apreciado pelos vereadores. “O projeto foi retirado de pauta e não de tramitação”, ressaltou o parlamentar ao argumentar que Lei Orgânica do Município permite criar mais um feriado, pois, segundo ele, ainda existe esta data em aberto.

“Queremos apoiar a fé. Entendo as opiniões contrárias, mas não estamos fazendo nada ilegal”, afirmou o vereador Marcrean. Por fim, ele ainda contestou os argumentos dos representantes do comércio tentando comparar com outros feriados já tradicionais.

“Por que a CDL fala que pode trazer prejuízos? Uma semana de Carnaval não traz prejuízos? Dia da Imaculada da Conceição não traz? Por que só o Dia do Evangélico traz, será que não é perseguição contra o povo de Deus?”, indagou.

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