20 de setembro de 2020
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    Hospital do Rio usa pele de tilápia para tratar queimaduras

    Imagem: pele tilapia rio close
    Pele de tilápia para queimados – Foto: divulgação

    Lembra da pele de tilápia – que em 2017 foi usada para tratar queimados em Fortaleza, no Ceará e depois foi levada pela Nasa em 2019 para testes em órbita? – Agora a pele do peixe brasileiro também está sendo usada para tratamento de queimados no Rio de Janeiro, no Hospital Municipal Souza Aguiar.

    O CTQ – Centro de Tratamento de Queimados – da unidade hospitalar é o primeiro do Estado a utilizar a técnica desenvolvida pela UFC (Universidade Federal do Ceará).

    O hospital informou que duas pacientes com queimaduras graves foram tratadas logo no primeiro mês com a pele do peixe de água doce, e apresentaram cicatrização mais rápida e com menos queixas de dor.

    “A pele de tilápia é um curativo biológico e tem apresentado resultados terapêuticos melhores até do que a pele de cadáver”, disse ao R7 a chefe do CTQ do Hospital Municipal Souza Aguiar, a cirurgiã plástica Irene Daher.

    Ela explicou como a pele do peixe é usada:

    “O material é hidratado e aplicado diretamente sobre as queimaduras, sem a necessidade de pomadas ou outros insumos. Conforme as lesões vão cicatrizando, a pele de tilápia vai se soltando. Os pacientes relatam coceira neste período final, o que é uma reação típica do processo de cicatrização”, contou.

    Desinfecção

    Para ser utilizada, a pele da tilápia passa por um processo de preparo e desinfecção que inclui exposição a raios gama (radiação).

    O material resistente, elástico e rico em colágeno pode permanecer no local por até 10 dias, o que reduz os riscos de infecção e custo do tratamento pela metade.

    O material aguarda a licença definitiva da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – para poder ser utilizado em tratamentos de queimaduras em todo o SUS Sistema Único de Saúde).

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