17 de setembro de 2020
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    ‘Temos que fechar essa ferida’

    Senador Wellington Fagundes articula reunião para debater conclusão do VLT

    Senador quer convergência de esforços com a participação de todos os segmentos

    Imagem: senador Wellington Fagundes
    Senador Wellington Fagundes e o secretário José Carlos Medaglia – Foto: assessoria

    Uma reunião na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, órgão do Ministério do Desenvolvimento Regional, nesta quarta-feira (22) marcou a retomada das discussões, em Brasília, em busca de uma solução que permita concluir as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande (MT). O senador Wellington Fagundes (PL) discutiu a questão com o secretário José Carlos Medaglia e agendou para o dia 10 de fevereiro uma reunião de toda equipe da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob) e do Governo do Estado.

    A ideia é que o Governo Federal apresente detalhes dos estudos técnicos sobre a viabilidade do VLT que estão sendo feitos por um grupo de trabalho criado pela secretaria governamental. O grupo estuda e analisa alternativas de solução à reestruturação do modal. Durante o encontro, Fagundes e Medaglia conversaram, em conferência, com o governador Mauro Mendes (DEM) e acertaram a agenda de trabalho. “Temos uma ferida exposta que precisa ser fechada”, disse.

    O senador reafirmou a importância da convergência de esforços e quer a participação efetiva dos prefeitos das duas cidades, Emanuel Pinheiro (MDB), de Cuiabá, e Lucimar Campos (DEM), de Várzea Grande. “Temos que partir para objetivos práticos, de interesse da população das duas cidades”, afirmou o senador.

    Ex-diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), o atual secretário de Mobilidade Urbana do Ministério do Desenvolvimento Regional afirmou, na reunião com o senador, que o Governo tem total interesse em criar uma equação eu favoreça a conclusão do empreendimento. Para ele, o VLT concluído representa um “salto de qualidade” para Cuiabá e Várzea Grande, tanto no tocante a mobilidade quanto na valorização das duas cidades.

    Um dos aspectos que mais preocupa quanto ao VLT é a equalização de recursos necessários para conclusão da obra. A pauta de discussão envolve ainda, segundo o secretário José Carlos Medaglia, aspectos relacionados a modelagem de operação e custos tarifários.

    Imagem: vlt
    Cuiabá e Várzea Grande carregam enormes cicatrizes deixada pelas obras inacabadas do VLT – Foto: Reprodução

    O VLT foi lançado pelo Governo de Mato Grosso para ser entregue em 2014, dentro do pacote de obras para a Copa do Mundo, realizada naquele ano no Brasil. Cuiabá foi uma das subsedes. As obras começaram em 2012. O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, com recursos da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    O modal de mobilidade urbana está projetado para ter uma extensão de 22 quilômetros, com dois itinerários. O primeiro trecho ligando o Aeroporto Marechal Rondon até a avenida Historiado Rubens de Mendonça (Av. do CPA) enquanto o segundo sairia da avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha) até a região do Coxipó.

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