26 de setembro de 2020
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    CADASTRO BIOMÉTRICO

    TRE convoca 500 mil eleitores de MT para biometria e voto em eleição do Senado

    A Justiça Eleitoral de Mato Grosso está preocupada porque 20% de um universo de 2,5 milhões de eleitores estão irregulares

    Imagem: fachada do TRE  MT
    Fachada do Tribunal Regional Eleitoral – TRE-MT – Foto: Welington Sabino / AGORA MATO GROSSO

    Dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), apontam que mais de 500 mil pessoas estão com os títulos cancelados no Estado, por não terem feito o cadastramento biométrico. Isso corresponde a 20% do eleitorado mato-grossense. O eleitor que não regularizar a situação até 21 de fevereiro ficará de fora da eleição suplementar para o Senado, marcada para o dia 26 de abril, para a escolha de um novo senador.

    De acordo com o presidente do TRE, o desembargador Gilberto Giraldelli, a legislação impõe que 151 dias antes da eleição, seja definida a lista de eleitores. Por isso a Corte Eleitoral prorrogou para 21 de fevereiro o prazo para que os eleitores possam fazer a biometria e participar da eleição ao Senado.

    Imagem: Gilberto Giraldelli
    Desembargador Gilberto Giraldelli – Foto: Welington Sabino / AGORA MATO GROSSO

    A ideia é evitar uma abstenção recorde na eleição que vai escolher um senador ou senadora para a vaga que era da juíza aposentada Selma Arruda (Podemos). “Talvez por estarem desacreditados, muitos não fizeram ainda o cadastramento eleitoral. Os eleitores devem regularizar a situação perante o Tribunal Regional Eleitoral, até 21 de fevereiro, 65 dias antes do pleito”, comentou o presidente do TRE em coletiva nesta quarta-feira (22).

    No entanto, depois do dia 21 de fevereiro os trabalhos de cadastramento biométrico continuarão a fim de atender eleitores interessados em votar nas eleições municipais de 4 de outubro, quando serão eleitos prefeitos e vereadores. Nesse caso, os eleitores podem regularizar as pendências até o dia 6 de maio para garantir o direito de votar em outubro.

    A vaga de Selma

    A vaga para o Senado foi aberta com a cassação do mandato da senadora Selma Arruda (Podemos). Ela foi cassada em dezembro por abuso de poder econômico e caixa dois na campanha eleitoral de 2018.

    Imagem: Selma Arruda
    Senadora Selma Arruda – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Selma foi condenada pelo TRE-MT em julho de 2019, mas recorreu no cargo. Em dezembro, o TSE manteve a decisão da primeira instância que cassou o mandato dela. O Acórdão foi publicado no dia 19 de dezembro.

    Conforme já noticiou o PORTAL AGORA MATO GROSSO a organização da nova eleição deve custar em torno de R$ 9 milhões. Na coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, o desembargador Gilberto Giraldelli explicou que já solicitou ao TSE uma previsão orçamentária entre R$ 10 milhões e R$ 11 milhões para realização do pleito suplementar.

    Prazos

    Os partidos políticos e coligações deverão solicitar ao TRE-MT o registro de seus candidatos até o dia 17 de março, às 19h. Tal prazo não será prorrogado. A idade mínima dos candidatos interessados na disputa é de 35 anos.  A escolha dos candidatos e a deliberação sobre coligações e partidos deverão ser feitas nas convenções partidárias no período de 10 a de de março deste ano.

    Depois de oficializados os registros de candidatos escolhidos em convenções será aberto prazo de cinco dias para eventuais impugnações por parte do Ministério Público Eleitoral de registro dos partidos, coligações e candidatos. O mesmo prazo será disponibilizado a qualquer cidadão interessado em apresentar notícia de inelegibilidade.

    A diplomação dos eleitos, no caso um senador ou senadora e seus dois suplentes, será realizada no dia 21 de maio.

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