24 de setembro de 2020
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    Bolsonaro diz que novo valor do auxílio emergencial deve ser definido na sexta (28)

    Próximas parcelas do benefício criado em meio à pandemia do novo coronavírus serão pagas pelo governo até o fim do ano

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    Foto: Wallace Martins/Futura Press/Folhapress

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou que espera ter uma definição até sexta-feira (28) sobre o valor das próximas parcelas do auxílio emergencial a serem pagas pelo governo até o fim do ano, depois que o anúncio da renovação do programa previsto para esta terça-feira foi adiado.

    “Logicamente não batemos o martelo ainda, a gente espera que até sexta-feira esteja quase tudo definido para nós darmos mais uma ajuda que é obrigação nossa, não é favor não, ajudar o Brasil a sair da crise que ainda temos, e venhamos então a voltar à normalidade”, disse Bolsonaro em discurso na abertura de congresso da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). Ele participou de reunião nesta terça com a equipe econômica para tratar do assunto.

    Inicialmente, o governo pretendia anunciar nesta terça-feira os novos valores do benefício juntamente com um pacote de medidas de estímulo à economia no enfrentamento à pandemia da covid-19. Contudo, o pacote foi adiado a pedido do presidente, que estaria insatisfeito com o valor a ser pago no Renda Brasil, programa que deve suceder o Bolsa Família e o auxílio emergencial.

    No discurso, Bolsonaro afirmou que o saldo positivo na geração de empregos no — que criou 130 mil postos de trabalho em julho, segundo o Caged — foi “em parte” impulsionado pelo pagamento do benefício.

    O presidente disse, no entanto, que não é possível continuar a suportar a conta de R$ 50 bilhões por mês com o pagamento do auxílio emergencial, e frisou ainda que “dinheiro de mais” em circulação leva à inflação. “Papel demais no mercado pode levar à inflação, maior mal que pode existir”, disse.

    Bolsonaro afirmou ainda que considera o Brasil um dos países que melhor enfrenta a pandemia, apesar das mais de 115 mil mortes registradas por covid-19, que colocam o país como o segundo mais afetado do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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