18 de setembro de 2020
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    SEGURANÇA

    Cadeia Pública de Nova Mutum tem apenas um policial penal e parlamentar busca providência

    Não há contratados de nível superior atuando na cadeia, como enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, entre outros

    Imagem: nOVA MUTUM Cadeia Pública de Nova Mutum tem apenas um policial penal e parlamentar busca providência
    Reprodução

    Em missão para levantar informações sobre as instituições de segurança pública de Nova Mutum, o presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Delegado Claudinei (PSL), deparou-se com uma situação preocupante dentro da cadeia pública do município.  Ele tomou conhecimento de que no quadro de pessoal da instituição consta somente um policial penal para atender 106 detentos.

    O deputado soube que não há contratados de nível superior atuando na cadeia, como enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, entre outros. “Aqui tem um único policial penal de plantão e um técnico de enfermagem cedido pela prefeitura municipal. Trouxeram apoio de policiais penais de Cuiabá e Tangará da Serra para dar este suporte. A solução existe e parece que não querem ver. Existem os aprovados aguardando para serem nomeados e poderiam muito bem resolver este problema”, indigna-se Claudinei.

    “O efetivo hoje está escasso. No plantão só tem eu. Aqui conta só 12 servidores como apoio. Nosso técnico de enfermagem é do estado, mas cedido para a Secretaria Municipal de Saúde”, explica o policial penal Geison Pedro Neponoceno, que representou o diretor José Maria durante a visita do parlamentar.

    Estrutura – O deputado foi informado ainda que a prefeitura municipal concedeu um terreno para a construção de um novo prédio e depende apenas de um posicionamento do governo de Mato Grosso para concretizar este projeto.

    “Deparei-me com um ambiente em situação precária. Hoje, são 106 presos e o local só tem capacidade para 79, ou seja, está ultrapassada a capacidade. Este município merece um Centro de Detenção Provisória em uma área segura e não aqui, na região central. O prédio todo sucateado, prejudicando o sistema de trabalho dos servidores”, comenta Claudinei.

    Pandemia – Os reeducandos prestam serviço para uma cooperativa do município, mas, devido ao período de pandemia do Covid-19, o trabalho de ressocialização com os detentos foi suspenso por tempo indeterminado, explica o policial penal Geison.

    Nos meses de julho e agosto, a cadeia pública do município passou por um surto de Covid-19. Dos 106 detentos, apenas dois não foram contaminados pela doença. Todos os servidores foram testados positivo, com um óbito ocorrido no dia 9 de agosto, do policial penal Nelson Marques de Arruda, de 55 anos.

    De acordo com dados da última quinta-feira (27), o Boletim Epidemiológico da Secretaria-Adjunta de Administração Penitenciária da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) apontou que foram 319 casos confirmados de servidores infectados pela Covid-19 e três óbitos. Em relação aos recuperandos, foram 1.168 contaminados nas unidades prisionais e duas mortes decorrentes da doença.

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