22 de setembro de 2020
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    Com coronavírus, Cacique Raoni volta a ser internado no Hospital Dois Pinheiros

    Hoje (31) foi constatada uma inflamação cardíaca e o cacique deve passar por novos exames de diagnóstico. Permanecerá internado em observação e acompanhamento médico

    Imagem: Cacique Roani Com coronavírus, Cacique Raoni volta a ser internado no Hospital Dois Pinheiros
    Reprodução

    O líder do povo Kayapó, Raoni Metuktire, 89 anos, voltou a ser internado no Hospital Dois Pinheiros na última sexta-feira (28), após ser avaliado com diagnóstico de pneumonia pela equipe médica de sua aldeia, localizada no Parque Indígena do Xingu, a 200 km de Sinop-MT.

    Segundo o boletim clínico assinado pelos médicos Dr Douglas Yanai e Dra Fernanda Quinelato, o líder indígena passou por exames laboratoriais e de imagem que indicaram Covid-19, já na fase inflamatória da doença. O diagnóstico foi confirmado por meio do exame RT-PCR positivado para Sars-Cov2.

    Raoni foi tratado com anticoagulante, corticoide e antibióticos, de acordo com o protocolo do hospital.

    Hoje (31) foi constatada uma inflamação cardíaca e o cacique deve passar por novos exames de diagnóstico. Permanecerá internado em observação e acompanhamento médico.

    O Hospital Dois Pinheiros conta com uma ala específica para o tratamento e internação de pacientes com Coronavírus, o que não compromete o atendimento dos demais pacientes. Diariamente é feita a esterilização dos ambientes hospitalares através de dispositivos de descontaminação de ultravioleta.

    Internação em Julho

    Raoni Metuktire esteve internado no Hospital Dois Pinheiros entre os dias 18 e 25 de julho para tratamento, após ser admitido com pressão baixa, anemia, desidratação e sangramento evidenciado nas fezes.

    Exames de endoscopia, colonoscopia e laboratoriais indicaram no decorrer da internação úlceras gástricas, intestinais, infecção intestinal e inflamação no cólon, que foram tratadas com antibióticos e protetor gástrico.

    Raoni também passou por exames de rotina com uma equipe de cardiologia e pneumologia, onde foram detectadas fibrilação atrial crônica e enfisema de longa data, mas sem relação com as infecções e as úlceras. Foi feita medicação para diminuir o risco de trombose que pode acontecer por causa da fibrilação atrial.

    Teve alta no dia 25 de julho após apresentar melhora clínica e testar negativo para Covid-19.

     

     

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