18 de setembro de 2020
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    COMBATE EFICIENTE

    Aumento de incêndios florestais em MT preocupa e deve ser debatido no Senado

    Membro da Comissão de Meio Ambiente, Wellington Fagundes defendeu uma maior articulação entre União e Estado no combate aos incêndios

    Imagem: Wellington Fagundes Aumento de incêndios florestais em MT preocupa e deve ser debatido no Senado
    Foto: Da assessoria

    O aumento excessivo de incêndios florestais – predominantemente no Pantanal, Chapada dos Guimarães e Nobres, considerados santuários ecológicos de Mato Grosso, deverá ser debatido no âmbito do Senado Federal. A sugestão será apresentada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), membro titular da Comissão de Meio Ambiente. Só no Pantanal foi registrado um crescimento de 530% no número de focos de incêndios.

    Segundo o senador mato-grossense, “é preciso encontrar um caminho” que permita desencadear ações para um combate mais eficiente ao fogo. Ele defendeu uma articulação maior do Governo Federal e do Governo do Estado. Dessa forma, evitar que a população do Estado sofra com os efeitos da fumaça, que praticamente tem encoberto as cidades. Na Capital, Cuiabá, a visibilidade ficou bastante prejudicada nesta segunda-feira, 31.

    “É claro que o fogo não vai acabar até porque muito dos incêndios avançam em função da vegetação seca e da baixa umidade. Em Cuiabá não chove há quatro meses. Essa situação atinge não só a Capital como várias cidades do Estado, como Cáceres e Rondonópolis. E o grande prejudicado com tudo isso é a população, que devemos e temos a obrigação de proteger” – frisou.

    Na semana passada, em Brasília, Fagundes se reuniu com o ministro do Ambiente, Ricardo Salles, e pediu um estudo conjunto sobre as ocorrências no Pantanal. Segundo ele, “somente com pesquisas aprofundadas – trazendo a luz à participação também do pantaneiro – será possível livrar o Pantanal de acontecimentos como o deste ano, quando se registrou quase 6 mil focos de queimadas.

    Ele também conversou com o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Eduardo Fortunato Bim, e anunciou a defesa pela criação de um programa federal de apoio às atividades na região. Na avaliação de Fagundes, esse programa deve abranger, de acordo com o senador, toda a cadeia de atividades pantaneira, como os criadores de gado e os donos de propriedades turísticas, como hotéis e pousadas.

    Nesta terça-feira, 1, Wellington  também esteve em reunião com o comandante do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, coronel Alessandro Borges, e pediu a intensificação no combate ao fogo no Pantanal e outras regiões de Mato Grosso e elogiou o trabalho que já vem sendo realizado até o momento. Hoje, pelo menos 105 agentes públicos, entre bombeiros, homens do Exército, ICMBio etc. e 200 brigadistas voluntários fazem o trabalho de combate ao fogo no pantanal, auxiliados por quatro helicópteros e cinco aeronaves.

    Segundo o comandante, a resposta ao fogo que começou há 40 dias no Pantanal de Mato Grosso tem sido rápida. “Hoje, 70% dos focos de calor já foram controlados”, diz. Coronel Alessandro diz que pelo menos 400 mil hectares foram queimados de um total de 6 milhões. “A seca prolongada, a baixa umidade do ar, os ventos e a grande oferta de material orgânico contribuíram para essa situação. Não se via um ciclo do foto assim, no pantanal, há pelo menos 14 anos” – diz.

    A situação tende, no entanto, seguir critica, Previsão meteorológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que  a temperatura deve seguir na faixa de  41ºC. A possibilidade de chover é de apenas 5%.

    RESGATE DE ANIMAIS 

    Mrmbro da Academia Brasileira de Medicina Veterinária, o senador Wellington Fagundes destacou também o trabalho voluntário de profissionais liderados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que atua no resgate de animais atingidos pelas chamas. Um posto foi instalado no começo da Transpantaneira (principal via de acesso ao pantanal) e uma equipe de médicos veterinários voluntários trabalha nesse resgate. Entre eles, está o de uma onça que está com as quatro patas com queimaduras de terceiro grau e uma anta que já não conseguia mais se movimentar.

    “O Conselho está, inclusive, fazendo uma campanha para arrecadação de remédios e outros insumos para atender ao grande número de animais que vêm sendo resgatados” – conta o senador, que é médico veterinário.

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