25 de outubro de 2020
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    EM CUIABÁ

    Intenção de consumo das famílias volta a crescer em setembro

    Imagem: comércio cuiabá 3
    Comércio e lojas na região central de Cuiabá – Foto: Welington Sabino / AGORA MATO GROSSO

    O mês de setembro interrompeu uma sequência de quatro quedas consecutivas da pesquisa que avalia a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Fecomércio-MT. O índice atual alcançou 59 pontos, crescimento de 3,1% sobre o mês anterior. Mesmo com a alta, se comparado com o igual período do ano passado, o recuo observado foi de 31,4%, quando apresentava 86 pontos.

    O presidente da Fecomércio no estado, José Wenceslau de Souza Júnior, reforçou que a retomada das atividades econômicas, em especial do comércio em geral, tem contribuído para o aumento do consumo que estava represado durante o período de isolamento social. “Quem estava em casa confinado, comprava somente o básico para sobreviver. Já temos registros de aumento nas vendas do varejo, então, quando a Covid-19 for embora de vez, esse consumidor virá com força para comprar”.

    O destaque positivo da pesquisa ficou por conta do subíndice Momento para Duráveis, que apresentou o maior crescimento mensal em setembro (+8,4%), saindo de 25,5 pontos para os atuais 27,6. No ano passado, o componente registrava 57,8 pontos, ainda bem abaixo da zona de satisfação, que vai de 100 pontos até o limite de 200.

    O subíndice que avalia a perspectiva profissional apresentou crescimento de 8,3% no mês, somando 74,8 pontos. O indicador relacionado à Renda Atual aparece em seguida, com crescimento de 8,2% e chegando a 69,9 pontos. “A percepção mais favorável do mercado de trabalho atual já se reflete positivamente e de forma mais intensa nas perspectivas em relação ao futuro profissional para os próximos seis meses”, disse a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva.

    O ICF de setembro apresentou retração mensal com relação à perspectiva de consumo (-1,9%) e emprego atual (-0,6%), o que, segundo Catarina, “mostra que, apesar da melhora na pesquisa, as famílias continuam cautelosas com o consumo”.

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