20 de setembro de 2020
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    TEMPO É DINHEIRO

    PC deflagra operação contra empresa que administra Ganha Tempo

    Uma auditoria da CGE apontou a existência de indícios de ilegalidades, como um número exagerado de atendimentos diários

    Equipes da Polícia Civil cumpriram hoje 19 mandados de busca e apreensão contra a empresa Rio Verde, responsável pela administração das unidades do Ganha Tempo no estado.

    A operação tem o nome de Tempo é Dinheiro e a investigação teve início após o governador Mauro Mendes ter solicitado que a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a Controladoria Geral do Estado (CGE) analisassem supostas irregularidades que estariam sendo cometidas pela empresa. Uma auditoria da CGE apontou a existência de indícios de ilegalidades, como um número exagerado de atendimentos diários.

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    As medidas judiciais foram decretadas pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes. Foto: Assessoria

    Em uma das unidades, só seria possível atender a todos que estavam descritos no relatório da empresa se cada atendimento fosse feito em no máximo 10 segundos.

    As medidas judiciais foram decretadas pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes.

    Alem dos 19 mandados de busca e apreensão a justica expediu medidas cautelares contra os gerentes de unidades e gestores da empresa, determinando a suspensão do exercício de suas funções na empresa e na estrutura do Ganha Tempo, a proibição de frequentar as unidades Ganha Tempo e proibição de manter contato com os demais funcionários dos quadros da concessionária.

    Também foi atendido pelo juízo o pedido de ocupação provisória dos bens, pessoal e serviços da empresa Rio Verde pela Seplag para garantir a continuidade da prestação dos serviços públicos ofertados pelo Ganha Tempo. Na prática, o Estado, por meio da Secretaria de Planejamento, deverá assumir a gestão das unidades e a prestação dos serviços, devendo se manifestar, em 90 dias, sobre a necessidade e viabilidade de intervenção na concessão.

    Além disso, foi determinado o bloqueio de R$ 6.366,858,81 nas contas da empresa e de seu sócio administrador, valor correspondente ao provável prejuízo sofrido pelo Estado dentro do que foi apurado em relação a pagamentos de atendimentos com indícios de fraude, no período de março de 2018 a janeiro de 2020. A Seplag deverá apresentar ao juízo, em 60 dias, um relatório apontando todas as irregularidades encontradas e a real extensão do prejuízo sofrido pelo Governo do Estado.

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