24 de setembro de 2020
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    Pequenos investidores já podem comprar ações de empresas estrangeiras

    Resolução aprovada pela CVM permite o investimento em certificados de depósito de companhias como Apple, Amazon e Microsoft

    Imagem: estudo economia Pequenos investidores já podem comprar ações de empresas estrangeiras
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    O sonho de comprar ações e virar sócio das maiores empresas do planeta — como Apple, Amazon e Microsoft — se torna uma realidade para todos os investidores brasileiros a partir desta terça-feira (1º).

    A medida será possível devido a uma resolução aprovada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que muda as regras a respeito dos chamados BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Até então, a aplicação só era possível para quem possuía mais de R$ 1 milhão investido no mercado financeiro.

    O economista Daniel Jannuzzi, da Magnetis, explica que os BDRs são comprovantes de uma ação emitidos no Brasil e representam o valor da ação de uma empresa listada em uma Bolsa internacional. “É uma excelente forma de diversificar os investimentos com as maiores empresas do mundo”, avalia ele.

    “O investidor de varejo ganha uma possibilidade de diversificar seus investimentos em empresas globais, que muitas vezes são mais consolidadas”

    Daniel Jannuzzi, economista da Magnetis

    Com a mudança, as ações das companhias internacionais vão aparecer diretamente na plataforma da B3, a Bolsa de São Paulo. Ao comprar um dos papéis, o investidor se torna dono de um recibo com a garantia das ações da empresa escolhida.

    Jannuzzi alerta apenas para que os investidores não confundam o possível ganho com a ação de uma empresa internacional com a valorização do dólar em função da piora da economia brasileira.

    “A variação do câmbio tem que ser levada em conta para o investidor tentar entender o retorno e atribuir se foi, de fato, um ganho operacional, por méritos da empresa ou se foi apenas uma questão macroeconômica que influenciou no valor do papel”, orienta o economista.

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