20 de setembro de 2020
Mais
    Capa Notícias Brasil Vacina russa contra covid-19 terá versão para crianças
    IMUNIZAÇÃO

    Vacina russa contra covid-19 terá versão para crianças

    Imunizante infantil será mais leve e menos reatogênico; vacina terá testes no Paraná

    A vacina russa Sputinik V contra covid-19 terá versão para crianças anunciou nesta terça-feira (80) o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, segundo a agência de notícias russa Sputinik News.

    Imagem: Vacina para crianca Vacina russa contra covid-19 terá versão para crianças
    A vacina russa Sputinik V foi a primeira registrada no mundo, em 11 de agosto
    Andrey Rudakov/Divulgação/Fundo Russo de Investimento Direto

    O imunizante está na terceira e última fase de testes. Após a conclusão dessa fase, duas versões da vacina serão produzidas. O Centro Gamalyea ressalta que os testes serão realizados apenas em adultos maiores de 18 anos e a segunda versão, para crianças, será adaptada a partir desse produto final.

    “Haverá duas categorias de vacinas: para adultos e para crianças. Para as crianças será mais leve e menos reatogênica”, afirmou o professor Aleksandr Butenko, Centro Gamalyea, à Rádio Sputnik.

    “A massa corporal de crianças é menor do que a de adultos, por isso a dose será reduzida. O sistema imunológico de uma criança pode não estar suficientemente desenvolvido como o de um adulto. De uma forma ou de outra, todas as vacinas possuem classificações, para crianças e adultos”, ressaltou.

    A agência de notícias informa que, no momento, a vacina russa é destinada a pessoas entre 18 e 60 anos.

    A vacina russa foi a primeira registrada no mundo contra a covid-19, em 11 de agosto. Ela se diferencia das demais que estão sendo desenvolvidas e estão em estágio avançado contra a doença no que se refere à sua composição.

    É feita com dois vetores de adenovírus enfraquecido, vírus que causa o resfriado comum em humanos, e fragmentos do novo coronavírus, para estimular o corpo a produzir anticorpos contra a doença e induzir imunidade a longo prazo. A vacina é intramuscular administrada em duas doses. A segunda deve ser aplicada 21 dias após a primeira.

    No Brasil, deve passar por testes no Paraná, Bahia e Distrito Federal. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já enviou pedido para a Anvisa a (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realizar testes da vacina no Estado. Depois de aprovados, os testes devem começar em 15 dias. O estudo deve contar com 10 mil voluntários no país, preferencialmente profissionais da saúde.

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS