27 de julho de 2021
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    PANDEMIA

    Novo lockdown para conter segunda onda da pandemia será realizado na Inglaterra

    O Reino Unido, que tem o maior número oficial de mortes causadas pelo COVID-19 na Europa, está enfrentando mais de 20.000 novos casos de coronavírus por dia

    Imagem: ad8c1b3f025cbf221d69e97e9f03740d Novo lockdown para conter segunda onda da pandemia será realizado na Inglaterra
    Profissional de saúde realiza teste para o novo coronavírus em Brasília
    21/04/2020
    REUTERS/Ueslei Marcelino

    O primeiro-ministro britânico Boris Johnson anunciou neste sábado (31) que a Inglaterra adotará novamente lockdown, com duração de um mês, a partir da próxima quinta-feira (5) por conta da segunda onda massiva de infecções pelo novo coronavírus que ameaça sobrecarregar o serviço de saúde. Também neste sábado, o Reino Unido ultrapassou a marca de um milhão de casos de covid-19.

    Em entrevista coletiva convocada às pressas em Downing Street depois que a notícia de um bloqueio vazou para a mídia local, o premiê afirmou que o bloqueio será menos restrito que o adotado em março e abril.

    “As medidas que desenhei são muito menos restritivas, embora receie que, a partir de quinta-feira, a mensagem básica seja a mesma: fique em casa, proteja o NHS [sistema de saúde britânico] e salve vidas”, declarou.

    De acordo com Johnson, as escolas não serão fechadas. As pessoas devem trabalhar de casa e minimizar o contato. Pubs, bares e restaurantes devem fechar, exceto para serviços de retirada e de entrega. “Temos que encontrar o ponto de equilíbrio”, disse.

    O bloqueio começa um minuto após meia-noite de quinta-feira e deve durar até o dia 2 de dezembro.

    Em algumas das restrições mais onerosas da história dos tempos de paz da Grã-Bretanha, as pessoas só poderão sair de casa por motivos específicos, como educação, trabalho, exercícios, compras de itens essenciais e remédios ou cuidar dos vulneráveis.

    “Agora é a hora de agir porque não há alternativa”, disse Johnson, acompanhado por seu médico-chefe, Chris Whitty, e seu consultor científico-chefe, Patrick Vallance.