01 de dezembro de 2020
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    ALTO CUSTO

    Preço do pacote de arroz tem variação de até 70%

    O pacote de arroz de 5kg de arroz chegou a ser encontrado por R$ 32,16, na capital de São Paulo

    Imagem: Preco do arroz Preço do pacote de arroz tem variação de até 70%
    Varlei Cordova/AGORA MT

    O queridinho dos pratos dos brasileiros continua salgando as refeições de muitas famílias. Levantamento feito pelo Procon-SP apontou uma diferença de até 71% no preço do pacote de 5kg de arroz.

    A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (27) e comparou os preços do cereal praticados nos últimos oito meses.

    Em fevereiro, antes da pandemia do novo coronavírus, o pacote de 5 kg custava R$ 12,78. Em outubro, o valor médio subiu para R$ 21,83. Ou seja, uma diferença de 71%.

    A maior variação mensal do ano ocorreu em setembro, 21% (tomando-se como base o mês de agosto). O pacote passou de R$ R$ 16,87 em agosto para R$ 20,25 em setembro.

    A pesquisa, feita em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), foi realizada em 40 supermercados distribuídos nas cinco regiões do município de São Paulo.

    Foram avaliados 39 itens dos grupos de alimentos, higiene pessoal e limpeza doméstica.

    Procon-SP notificou 626 supermercados

    De acordo com a nota do Procon-SP, por levar em consideração a média dos preços mínimos encontrados, o valor apontado pelo levantamento está longe da realidade constada pelas equipes de fiscalização do Procon-SP.

    O pacote de arroz de 5kg de arroz chegou a ser encontrado por R$ 32,16, na capital de São Paulo, em operação feita pelo Procon-SP para coibir preços abusivos de itens da cesta básica. No interior, o preço chegou a R$ 36,79.

    “Embora não exista tabelamento de preço é inadmissível que fornecedores queiram abusar e aumentar desproporcionalmente seus lucros em plena pandemia.”

    Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP

    Em todo o estado 625 estabelecimentos foram notificados por fiscais do Procon-SP e terão de apresentar notas fiscais de compra e venda de itens da cesta básica como arroz, óleo de soja e carnes vermelhas.

    Caso seja identificado um aumento desproporcional nos valores, eles responderão a processo administrativo, podendo ser multados.

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