27 de novembro de 2020
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    Indústrias se recuperam e retornam ao patamar pré-pandemia

    Em setembro, setor equilibrou perdas no Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, diz IBGE

    Imagem: INDUSTRIA Indústrias se recuperam e retornam ao patamar pré-pandemia
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    A produção industrial teve alta em 11 dos 15 locais analisados na passagem de agosto para setembro. Nove estados — Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul — recuperaram o patamar de produção industrial pré-pandemia.

    Os dados constam da PIM (Pesquisa Industrial Mensal) Regional, divulgada nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O resultado é reflexo da retomada gradual da produção industrial, após as paralisações no setor por conta da pandemia de covid-19, afirma o instituto. A produção industrial nacional cresceu 2,6% em setembro e recuperou perda perda de 27,1%, acumulada entre março e abril. Agora, está 0,2% acima do patamar de fevereiro.

    São Paulo teve papel de destaque na retomada do setor em setembro. De acordo com a pesquisa, o Estado teve o principal impacto positivo no índice nacional do mês (2,6%).

    Segundo Bernardo Almeida, gerente da pesquisa, a influência paulista veio do setor de veículos automotores, que também foi a principal atividade na média nacional. “A alta de 5% foi a quinta taxa positiva consecutiva de São Paulo. Nesse período, o Estado já acumulou um ganho de 46,6% e está 4,4% acima do patamar de produção de fevereiro de 2020”, explica.

    Já o Paraná registrou o maior resultado em magnitude e o segundo impacto positivo na produção industrial regional, com alta de 7,7% no mês. “No caso do Paraná, a influência positiva veio, além do setor de veículos, do setor de máquinas e equipamentos”, afirma Almeida.

    Esta é a quinta taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 46,2%. O Paraná é um dos Estados que já alcançaram o patamar pré-pandemia, ficando 0,5% acima do nível de produção de fevereiro.

    Impactos negativos

    Por outro lado, o Rio de Janeiro, com queda de 3,1% na produção industrial no mês de setembro, foi o principal impacto negativo na indústria nacional. Almeida lembra que o Estado vinha de quatro altas consecutivas, período em que acumulou ganho de 19,8%.

    “Porém, com o recuo do mês de setembro, o Estado volta a ficar num patamar 2,6% abaixo do nível de fevereiro”, destaca o gerente da pesquisa. Ou seja, o Rio foi um dos seis Estados que não conseguiu se recuperar das perdas ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus.

    Almeida explica, ainda, que a influência negativa veio dos setores de refino e extração de petróleo, bastante atuantes na indústria carioca.

    Além do Rio, Pernambuco, que havia recuperado as perdas da pandemia em agosto, registrou queda de 1,3% na produção de setembro, ficando novamente abaixo (0,3%) do patamar de fevereiro.

    Comparação com setembro de 2019

    Em relação a setembro do ano passado, a alta de 3,4% da produção industrial nacional foi acompanhada por 12 dos 15 locais pesquisados. “Este é o primeiro resultado positivo após dez meses de quedas, desde novembro de 2019”, ressalta Almeida.

    De acordo com o gerente da pesquisa, o estado de São Paulo novamente teve o principal impacto nessa comparação, com alta de 4,9%, puxada pelos setores de produtos alimentícios, com maior produção de açúcar, além de derivados de petróleo, com aumento principalmente na produção de óleo diesel, óleos combustíveis e gasolina automotiva.

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