20 de abril de 2021
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    CONTAMINADA

    Coliformes fecais são encontrados na água servida para população de Tangará da Serra

    A suspeita é de que o prefeito Fábio Martins Junqueira e o então diretor do SAMAE, Wesley Torres, sabiam que a água que estava sendo servida a população era imprópria para o consumo humano por apresentar contaminação com coliformes fecais, cloro residual livre e bactérias heterotróficas na água.  

    Imagens publicadas nas redes sociais é possível perceber a gravidade da situação, principalmente em relação ao nível da represa da estação de tratamento de água em 2018, em comparação com este ano, em Tangará da Serra-MT.

    Imagem: Estacao de tratamento de Tangara da Serra em 2018 Coliformes fecais são encontrados na água servida para população de Tangará da Serra
    Comparativo entre os anos de 2018 e 2020. Foto: Lucénio Carvalho

    Devido a severa seca que castiga a região, a vazão do rio Queima, principal fonte que garante o abastecimento de água para a população de Tangará da serra, distante aproximadamente 240Km da capital do estado de Mato Grosso, Cuiabá, cerca de 120 mil pessoas tiveram o fornecimento de água interrompido e as torneiras secaram.

    Imagem: Estacao de tratamento de Tangara da Serra Coliformes fecais são encontrados na água servida para população de Tangará da Serra
    Estação Tratamento de Água Queima Pé. Foto: Lucénio Carvalho

    Sem água nas torneiras uma opção encontrada para que tem uma caminhonete ou até mesmo uma carretinha são os poços artesianos espalhados pela cidade.

    Buscando uma solução para o problema, o vereador de Tangará, professor Sebastian, esteve participando de uma reunião com a promotoria da cidade. Na oportunidade o prefeito eleito Vander Masson também esteve presente.

    Uma Ação Civil Pública ajuizada pela 1º Promotoria de Justiça Civil de Tangará da Serra contra o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto, apresenta uma revelação que assustou a população.

    A suspeita é de que o prefeito Fábio Martins Junqueira e o então diretor do SAMAE, Wesley Torres, sabiam que a água que estava sendo servida a população era imprópria para o consumo humano por apresentar contaminação com coliformes fecais, cloro residual livre e bactérias heterotróficas na água.

    Essas informações estão documentadas no inquérito civil instaurado pelo MPE para apurar questões relativas a oferta e qualidade da água distribuída à população tangaraense.

    A equipe de reportagem entrou em contato com as pessoas citadas, porém ninguém quis se pronunciar sobre o assunto.