20 de abril de 2021
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    CORONAVÍRUS

    Pandemia foi pior para negros e mulheres no mercado de trabalho, diz IBGE

    Homens e brancos, outra vez, sofreram menos: ganharam maior parte das novas vagas e mantiveram privilégios

    A pandemia de Covid-19 reforçou a histórica desigualdade no mercado de trabalho que prejudica principalmente negros e mulheres do país.

    Números desta semana divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), relativos ao levantamento Pnad Covid de novembro, mostram que a taxa de desocupação entre as representantes do sexo feminino foi de 17,2%, maior que a dos homens, de 11,9%. Na divisão por cor ou raça, 16,5% dos negros estão desocupados, enquanto os brancos têm 11,5% nessa situação.

    Em todos as raças e sexos houve aumento de desocupados, mas o estrangulamento, como sempre, foi maior aos negros e às mulheres.

    Em maio, 9,6% dos homens ativos economicamente estavam sem trabalho. Em novembro, subiu para 11,9% esse percentual.

    No início desse período, as mulheres já perdiam de longe, com 12,2% de desocupação. No penúltimo mesmo do ano, 17,2%: 2,3 pontos percentuais de um lado contra 5 do outro. Mais uma goleada do machismo.

    Placar dilatado também para o racismo no mercado. Em maio, 9,2% dos brancos e 12% dos negros estavam desempregados. Em novembro, a distância aumentou, com 11,5% e 16,5%, respectivamente.

    Salários médios

    No corte por salários o massacre continua.

    Homens, em maio, ganhavam em média R$ 2.588 e viram desaparecer do contracheque R$ 92 (R$ 2.496). Mulheres ficaram sem R$ 36, perderam menos, mas com rendimento mais modesto: de R$ 2.139 para R$ 2.103.

    Brancos tiveram queda de R$ 88 (de R$ 2.992 para R$ 2.904), enquanto negros ficaram sem R$ 40 de seus parcos salários (de R$ 1.854 caiu para R$ 1.814).