23 de abril de 2021
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    MEDIDA POLÍTICA

    Irã proíbe importação de vacinas dos EUA e Reino Unido

    Medida é considerada política, já que Teerã tem relações complicadas com Londres e trocas de ameaças com Washington

    O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, anunciou nesta sexta-feira (8) que a “importação de vacinas americanas e britânicas contra a covid-19 está proibida”, elogiando, ao mesmo tempo, a desenvolvida por cientistas iranianos.

    “Se a fábrica da Pfizer pode produzir qualquer vacina, eles devem consumi-la primeiro eles próprios para que em 24 horas não tenham 4 mil mortes. O mesmo vale para o Reino Unido”, destacou o líder.

    Imagem: ira Irã proíbe importação de vacinas dos EUA e Reino Unido
    Líder supremo do Irã proíbe importação de vacina americana e britânica
    OFFICIAL KHAMENEI WEBSITE/HANDOUT VIA REUTERS

    Khamenei, portanto, referiu-se à alta disseminação da covid-19 nos EUA, onde o número de mortes diárias está aumentando, e no Reino Unido, onde o surgimento de uma nova cepa desencadeou infecções.

    Apesar dessa justificativa do líder, a medida tem caráter político devido à relação conflituosa que Teerã mantém com Washington e Londres.

    As vacinas que, até agora, foram autorizadas nos países ocidentais e já estão sendo administradas são a da farmacêutica americana Pfizer, desenvolvida em conjunto com seu parceiro alemão BioNTech, e a da americana Moderna.

    Chegada de vacinas de aliados

    O Ministério da Saúde do Irã informou no mês passado que as primeiras vacinas contra o novo coronavírus que chegariam ao país seriam por meio de compras diretas de um país estrangeiro, que após o veto de Khamenei poderiam ser da Rússia ou China, e da cota do programa Covax.

    Produção de vacina nacional

    O Irã, país com 1.268.263 infecções e 55.993 mortes registradas até o momento, deu início em 29 de dezembro à primeira fase do ensaio clínico de sua vacina contra a Covid-19.

    O líder supremo iraniano disse que este avanço é “um orgulho e uma honra para o país”.

    A vacina, batizada de COV Iran Barkat e produzida pela farmacêutica Shifa Pharmed, é injetada em duas doses, a segunda 14 dias após a primeira.

    O Irã também está cooperando com Cuba neste campo. A Ilha está em andamento a segunda fase do ensaio clínico e, se tiver êxito, a terceira fase será realizada na República Islâmica.