20 de abril de 2021
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    Variante da Coronavírus sul-africana reduz eficácia de vacinas

    Embora não comprometa proteção, nova cepa parece ser a que mais desafia os imunizantes desenvolvidos até agora

    Vacina - Foto: Arquivo
    Vacina – Foto: Arquivo

    Dados de ensaios clínicos com duas vacinas contra a covid-19 mostram que uma variante do coronavírus identificada pela primeira vez na África do Sul está reduzindo sua capacidade de proteção contra a doença, ressaltando a necessidade de vacinar um grande número de pessoas o mais rápido possível, disseram cientistas.

    As vacinas da Novavax e da Johnson & Johnson foram saudadas como importantes armas futuras na redução de mortes e hospitalizações em uma pandemia que infectou mais de 101 milhões de pessoas e matou mais de 2 milhões em todo o mundo.

    Mas elas foram significativamente menos eficazes na prevenção de covid-19 em participantes do estudo na África do Sul, onde a nova variante potente está disseminada, em comparação com países onde esta mutação ainda é rara, de acordo com dados preliminares divulgados pelas empresas.

    “Claramente, as mutações têm um efeito diminutivo na eficácia das vacinas”, disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, em uma entrevista. “Podemos ver que seremos desafiados.”

    A Novavax relatou resultados de ensaio intermediários na quinta-feira (28) que mostraram que sua vacina foi 50% eficaz na prevenção de covid-19 entre pessoas na África do Sul.

    Isso se comparou aos resultados em estágio avançado do Reino Unido, em que a vacina foi até 89,3% eficaz na prevenção da doença.

    Na sexta-feira (30), a J&J disse que uma única injeção de sua vacina contra o coronavírus foi 66% eficaz em um ensaio massivo em três continentes.

    Mas havia grandes diferenças por região. Nos Estados Unidos, onde a variante sul-africana foi relatada pela primeira vez nesta semana, a eficácia atingiu 72%, em comparação com apenas 57% na África do Sul, onde a nova variante, conhecida como B 1.351, representou 95% dos casos de covid-19 registrados no estudo.

    A outra variante altamente transmissível descoberta pela primeira vez no Reino Unido e agora em mais da metade dos estados dos EUA tem sido menos capaz de escapar da eficácia da vacina do que sua contraparte sul-africana.